JUSTIÇA

Conselheiro do Tribunal de Contas é processado por assédio moral

Por Redação com assessoria 08/10/2019 - 12:26
Atualização: 08/10/2019 - 12:33
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Divulgação
Anselmo Brito é acusado por assédio moral contra funcionária do TC
Anselmo Brito é acusado por assédio moral contra funcionária do TC

O conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas, Anselmo Roberto de Almeida Brito, vai responder a processo administrativo pela denúncia da prática de assédio moral contra uma diretora da instituição e também por não receber no Conselho de Ética, onde atua como presidente, a denúncia do caso envolvendo ele próprio e cuja representação foi feita no dia 5 de setembro deste ano.

A abertura do processo administrativo foi encaminhamento da presidente do Sindicato dos Funcionários do TC, Ana Maria Gusmão, que já declarou ter sido vítima de agressão do conselheiro. Como existe foro privilegiado, o processo contra Anselmo Brito será averiguado pelo Ministério Público Estadual.

Em agosto, uma funcionária da Diretoria de Movimentação de Pessoal (Dimope) do Tribunal teria sido agredida verbalmente pelo conselheiro ao chegar à sede da instituição. A agressão considerada “gratuita” chegou a ser filmada por um estagiário da Casa. Segundo o sindicato, ao entrar no prédio a funcionária foi recebida aos gritos pelo conselheiro, na frente de outros servidores. Ele também chegou a segurar com violência o braço da funcionária exigindo que ela apresentasse documento de identificação.

“Ao invés de receber a denúncia [de assédio moral] e declarar-se suspeito para julgá-la no Conselho de Ética, o conselheiro simplesmente ignorou, não dando continuidade a uma legítima reivindicação da diretora ofendida”, observa representante do sindicato.

Contra o conselheiro somam-se várias acusações de assédio e de abuso de autoridade, além de atos de calúnia e danos morais que, segundo o sindicato, estão vindo à tona com frequência.

O sindicato acusa Anselmo de humilhar e constranger servidores e o faz com base em declarações de atos vistos por vários funcionários do TCE. Boletins de ocorrência já existem e a afirmativa do Sindicato de que irá entrar com denúncia contra ele também no Ministério Público.

No auge do último fato contra a diretora do Dimope o conselheiro “simplesmente tirou férias e ausentou-se naturalmente considerando que esfriariam os ânimos contra seus atos, o que não ocorreu, enfatiza o sindicato. Na sua volta as denúncias continuam de pé e os desejos de puni-lo exemplarmente continua sendo meta do Sindicato que levanta diuturnamente os casos sabidos, engrossando o número de atos irresponsáveis de alguém que deveria ser exemplo de dignidade mas que a rasga num mar atitudes desprezíveis”, enfatiza o sindicato.

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