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Especialista alerta para metas e cuidado com a pressão por resultados

Segundo Chrystina Barros, comparações nas redes sociais aumentam frustrações
Pixabay
Especialista alerta para metas realistas e cuidado com a pressão por resultados no início do ano
Especialista alerta para metas realistas e cuidado com a pressão por resultados no início do ano

O início de um novo ano costuma ser marcado por promessas e metas pessoais, mas esse movimento precisa partir de uma motivação interna — e não da pressão por resultados ou comparações nas redes sociais. O alerta é da especialista em saúde e felicidade no trabalho, Chrystina Barros, em entrevista ao programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo ela, a exposição constante a padrões irreais nas redes sociais contribui para frustrações e cobranças excessivas. “A gente olha para as redes e quer ser igual àquela foto, àquela conquista, àquela pessoa que ganhou milhares de seguidores de repente. Mas muitas vezes isso não reflete a realidade”, afirmou.

Para a especialista, não revisar o próprio percurso e se comparar constantemente com os outros cria um ciclo de frustração. “Se a gente não revisita o passado para aprender e cai na pressão externa, já está no caminho para se frustrar de novo. É preciso viver aquilo que é possível, com planejamento e disciplina”, destacou.

Chrystina reforça que metas devem ser realistas e compatíveis com a rotina. “O principal ponto é pensar no que dá para fazer hoje. Às vezes, as metas são grandes demais e não cabem na realidade da pessoa”, explicou.

Ela também defende o hábito de registrar metas e conquistas no papel, como forma de estimular a reflexão e a constância. “Em um mundo tão digital, escrever ajuda a organizar os pensamentos. Um caderno onde a pessoa anota algo bom que aconteceu no dia ou aquilo que deseja alcançar ajuda a manter o foco”, afirmou. Segundo ela, o ato de escrever favorece a reflexão e diferencia-se do uso constante do celular.

A especialista orienta ainda que as pessoas revisitem seus objetivos periodicamente, avaliando avanços e dificuldades. “Planejar permite se visualizar no futuro e encontrar motivação. Não é uma obrigação com o mundo, é um compromisso consigo mesmo”, disse.

Ao falar sobre o encerramento do ano, Chrystina destaca a importância de reconhecer os momentos positivos vividos ao longo do período. “Nosso cérebro tende a guardar mais as experiências ruins, como forma de defesa. Mas isso faz com que a gente perca a capacidade de reconhecer o que deu certo”, explicou.

Ela ressalta que valorizar pequenas conquistas ajuda a enfrentar momentos difíceis com mais equilíbrio emocional. “Quando reconhecemos o que foi bom, conseguimos atravessar os desafios com mais aprendizado e menos sofrimento”, pontuou.

Por fim, a especialista defende a autocompaixão diante de metas não alcançadas. “É permitido ficar triste, frustrado. Muitas vezes, a cobrança vem de expectativas que nem são nossas. O importante é respeitar o próprio tempo, refletir e replanejar, sem a obrigação de fazer tudo de uma vez”, concluiu.


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