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Fim da escala 6x1 é “exigência do nosso tempo”, diz ministra das Mulheres
Márcia Lopes defende redução da jornada e afirma que medida pode ampliar acesso feminino ao mercado
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo com seis dias de trabalho e apenas um de descanso — é uma “exigência do nosso tempo” e pode ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.
A declaração ocorre em meio ao avanço de propostas no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. O tema também ganhou força nas manifestações do Dia do Trabalhador.
Segundo a ministra, as mulheres são as mais impactadas pelo atual modelo, devido à sobrecarga de tarefas domésticas e ao acúmulo de funções. Ela defende que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, ampliar oportunidades de emprego e reduzir desigualdades de gênero.
Dados do Ministério do Trabalho indicam que mulheres ainda recebem, em média, salários inferiores aos dos homens, cenário que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade no mercado.
O debate, no entanto, divide opiniões. Enquanto setores industriais e comerciais apontam possíveis impactos econômicos negativos, estudos de órgãos públicos sugerem que o mercado pode absorver a mudança com efeitos semelhantes aos de reajustes históricos do salário mínimo.
A proposta segue em análise no Congresso, sob pressão de movimentos sociais e entidades que defendem a melhoria das condições de trabalho no país.



