EFEITO BRASKEM

Clientes processam construtora para rescindir contrato sem multa

Por José Fernando Martins 05/06/2021 - 09:25
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Divulgação
Anúncio do empreendimento questionado na Justiça
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O sonho da casa própria acabou com processo na justiça para o preparador físico Emanuel Costa. Após investir cerca de R$ 7 mil na entrada em um apartamento junto com a namorada no condomínio residencial Vitali Parque, Costa se deparou com notícias veiculadas na imprensa que poderiam colocar em xeque seu financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF).

Situado na Avenida Gustavo Lages, no Farol, o empreendimento estaria dentro da lista de CEPs com restrição para financiamento em Maceió por conta do afundamento do solo nos bairros de Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol.

“Quando fiquei sabendo desse fato, procurei a construtora que garantiu que estava tudo certo e que a construção seguiria normalmente. Também disseram que a Caixa iria financiar o apartamento sem nenhum problema. Mas quando passei pelo local da obra, vi que o andamento estava quase parado. Fiquei preocupado e decidi desistir da compra do imóvel. Conversei com a empresa, que colocou empecilhos para desfazer o contrato. Outras pessoas que ficaram inseguras a respeito do futuro do imóvel também decidiram fazer o mesmo”, contou ao EXTRA.

Segundo o advogado Vinícius de Faria, a VDPI Empreendimentos, mais conhecida como Livecon, estaria usando a hipótese da não cobertura de financiamento pela CEF para rescindir contratos. “A empresa está obrigando que os clientes arquem com as multas e a devolução de parte do valor investimento”, revelou.

A ação já tramita no Tribunal de Justiça.

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