VENDA DE SENTENÇA

Faculdade acusada de corrupção deve R$ 500 mil a credores

Desembargador Celyrio Adamastor foi alvo de operação da PF
Por Redação 06/11/2021 - 07:06
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Divulgação
Faculdade Raimundo Marinho, localizada em Penedo
Faculdade Raimundo Marinho, localizada em Penedo

A Faculdade Raimundo Marinho, que ganhou destaque esta semana ao ser citada como uma das envolvidas em escândalo de corrupção no Judiciário alagoano, amarga uma dívida de R$ 500 mil com credores. Desde dezembro do ano passado a instituição está em recuperação judicial buscando voltar à saúde financeira. Com unidades em Maceió e Penedo, a empresa de ensino estaria se beneficiando de decisões favoráveis em troca de “bancar” gastos de magistrados do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) por meio da influência de um dos sócios.

Pelo menos é o que investiga a Polícia Federal a partir da Operação Pecunia non olet (o dinheiro não tem cheiro), deflagrada na quinta-feira, 4. O inquérito tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Policiais federais cumpriram cerca de 15 mandados de busca e apreensão em Maceió, capital alagoana, e também em Curitiba, no Paraná.

Entre os locais de busca estão dois condomínios localizados na Ponta Verde, na orla. Segundo informações da PF, as investigações dão conta de que agentes públicos e advogados estariam intermediando julgamentos apenas para atender os anseios e as necessidades da empresa do ramo da educação. O esquema envolveria o desembargador Celyrio Adamastor, um juiz, dois advogados e um tabelião interino de um cartório do litoral Norte, cujos nomes não foram confirmados oficialmente pela Polícia Federal.

Inscrita sob o CNPJ 12.432.605/0001-30, a Fundação Educacional do Baixo São Francisco Dr. Raimundo Marinho foi fundada no dia 23 de dezembro de 1994. No site do Ministério da Educação, também há a informação que a instituição está em fase de recredenciamento e que os cursos de Pedagogia e Administração estão sob análise desde o ano passado.

“Caso comprovada a ilegalidade, os envolvidos, incluindo o desembargador, poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de advocacia administrativa, situação em que agentes públicos promovem interesses ilegítimos, solicitando retardamento, ação ou omissão de atos de ofício, em contrariedade aos preceitos e princípios legais”, informou a PF, em nota.

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