CORREGEDORIA

Alfredo Gaspar tem acusação de estupro analisada pela Polícia Federal

Deputado alagoano relator da CPMI do INSS foi acusado durante leitura do relatório
Por Redação 31/03/2026 - 08:58
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Assessoria
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

A Polícia Federal encaminhou nesta terça-feira, 31, denúncia do deputado Lindbergh Farias (PT) contra o deputado alagoano Alfredo Gaspar (PL), que aponta suposto estupro de vulnerável envolvendo relação com adolescente de 13 anos e possível nascimento de uma criança. A informação é do Metrópoles.

Segundo Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos), o relator teria mantido relação com menor e, após a gestação, haveria tentativa de ocultar o caso com pagamento. Eles afirmam que isso “reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos”.

O caso foi enviado à corregedoria da corporação, responsável por avaliar a competência para investigação e analisar se há elementos para abertura de inquérito. Até o momento, não há procedimento formal instaurado.

Na sexta-feira, 27, durante sessão da comissão, Lindbergh informou ter protocolado notícia na PF e declarou possuir prints de conversas e “informações complementares” que indicariam tentativa de acordo para evitar divulgação.

Os parlamentares também relatam que um intermediador teria realizado pagamento de R$ 70 mil e que outros R$ 400 mil estariam em negociação, “sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade”.

O que diz o acusado

Gaspar, que deve concorrer ao governo de Alagoas pelo PL, alega que a história refere-se a um caso envolvendo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ainda era menor de idade.

Segundo essa versão, a mulher engravidou e se mudou para o Rio de Janeiro sem comunicar a família, e a criança teria sido registrada como Lourilene Pereira da Silva.

No Rio, a mãe teria formado outra família e, anos depois, revelou à filha a identidade do pai biológico. Em relato, Lourilene afirmou: “Prontamente o meu pai, Maurício Brêda, se submeteu ao teste de paternidade”.

Ela também declarou: “Ressalto que não sou fruto de estupro algum, nem conheço pessoalmente o Alfredo Gaspar”, ao negar relação direta com o deputado citado na denúncia.


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