CORREGEDORIA

Alfredo Gaspar tem acusação de estupro analisada pela Polícia Federal

Deputado alagoano relator da CPMI do INSS foi acusado durante leitura do relatório
Assessoria
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

A Polícia Federal encaminhou nesta terça-feira, 31, denúncia do deputado Lindbergh Farias (PT) contra o deputado alagoano Alfredo Gaspar (PL), que aponta suposto estupro de vulnerável envolvendo relação com adolescente de 13 anos e possível nascimento de uma criança. A informação é do Metrópoles.

Segundo Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos), o relator teria mantido relação com menor e, após a gestação, haveria tentativa de ocultar o caso com pagamento. Eles afirmam que isso “reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos”.

O caso foi enviado à corregedoria da corporação, responsável por avaliar a competência para investigação e analisar se há elementos para abertura de inquérito. Até o momento, não há procedimento formal instaurado.

Na sexta-feira, 27, durante sessão da comissão, Lindbergh informou ter protocolado notícia na PF e declarou possuir prints de conversas e “informações complementares” que indicariam tentativa de acordo para evitar divulgação.

Os parlamentares também relatam que um intermediador teria realizado pagamento de R$ 70 mil e que outros R$ 400 mil estariam em negociação, “sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade”.

O que diz o acusado

Gaspar, que deve concorrer ao governo de Alagoas pelo PL, alega que a história refere-se a um caso envolvendo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ainda era menor de idade.

Segundo essa versão, a mulher engravidou e se mudou para o Rio de Janeiro sem comunicar a família, e a criança teria sido registrada como Lourilene Pereira da Silva.

No Rio, a mãe teria formado outra família e, anos depois, revelou à filha a identidade do pai biológico. Em relato, Lourilene afirmou: “Prontamente o meu pai, Maurício Brêda, se submeteu ao teste de paternidade”.

Ela também declarou: “Ressalto que não sou fruto de estupro algum, nem conheço pessoalmente o Alfredo Gaspar”, ao negar relação direta com o deputado citado na denúncia.


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