PEDIDO DE URGÊNCIA
Prefeituras começam a sepultar corpos após denúncia de superlotação no IML de Maceió
Unidade da capital tinha mais de 70 corpos esperando sepultamento
O Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML de Maceió) iniciou na manhã desta quarta-feira, 20, o sepultamento de corpos não reclamados que estavam superlotando as câmeras frias da unidade. O primeiro município a atender o pedido de urgência do IML para sepultar esses cadáveres foi Rio Largo.relacionadas_esquerda
De acordo com a chefia especial do IML de Maceió, 15 corpos foram sepultados no Cemitério São Vicente de Paula, situado no bairro da Mata do Rolo. Desse total, 10 corpos foram recolhidos na área distrital de Rio Largo no ano de 2020 e os outros 05 de 2021, e todos eles permaneciam guardados no IML a espera de familiares para a devida identificação e liberação para sepultamento.
Os sepultamentos ocorreram dois dias após reunião entre o secretário da Segurança Pública, Elias Oliveira, com o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, e a promotora de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial da capital (62ª Promotoria de Justiça), Karla Padilha.
“A situação mais delicada é a de Maceió, que possui 67 corpos à espera de inumação. Na sequência, aparecem Rio Largo, com 14. Os demais municípios se dividem com 3 e 4 corpos”, revelou a promotora de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial da capital, que aposta em um acordo com os municípios.
De acordo com Padilha, o Ministério Público vai elaborar um termo de cooperação a ser assinado com a SSP e a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), de modo que, após a realização dos exames cadavéricos pelo IML de Maceió e de Arapiraca, cada cidade possa fazer o recolhimento e o sepultamento do corpo que veio daquela determinada localidade.
Durante a reunião, o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque também assumiu o compromisso de provocar as prefeituras para que elas assumam esse compromisso.
“Vamos pedir para que essas cidades providenciem o sepultamento dos seus munícipes, uma vez que o IML possui essa relação e sabe identificar de onde veio cada um deles”, informou o chefe do MPAL.
Publicidade



