MEIO AMBIENTE

Ufal entrega ao MPF estudo que aponta grave poluição na Lagoa Mundaú

Foram encontrados na água da lagoa que banha Maceió diversos compostos químicos altamente poluentes
MPF/AL
Vista panorâmica da Lagoa Mundaú, em Maceió
Vista panorâmica da Lagoa Mundaú, em Maceió

Um estudo do Centro de Estudos e Ciências Agrárias (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que constatou uma grave situação de poluição na Lagoa Mundaú finalizado na última segunda-feira, foi entregue na tarde de ontem, 6, ao Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), para que as devidas providências sejam tomadas.

Segundo os pesquisadores do Ceca/Ufal, a água da lagoa está altamente contaminada por produtos químicos e metais pesados, além de apresentar baixa oxigenação, assoreamento e salinidade alterada.

A pesquisa foi realizada logo após uma grande mortandade de peixes, ocorrida em março do ano passado, que chamou a atenção dos moradores da região.

Foram encontrados na água da lagoa diversos compostos químicos altamente poluentes, entre eles manganês, hidróxido de potássio, magnésio, pesticida, inseticida, raticida e nitrato.

O nitrato, por exemplo, impede o transporte de oxigênio às células e ao organismo dos peixes, causando sua morte. Já o hidróxido de potássio, torna a água alcalina e provoca aumento da temperatura da água, estressando ou levando os organismos à morte.

Outros compostos químicos encontrados na água da lagoa são responsáveis por causar irritação respiratória e prejudicar a troca gasosa nos peixes. O metil-1-butanol, por exemplo, é um agente antiespumante que causa distúrbios gástricos e pneumonia em humanos, enquanto nos peixes provoca estresse fisiológico. Já o BTEX (tolueno) provoca necrose nas brânquias.

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