JUSTIÇA

Empresário acusa diretor do IMA de descumprir ordem judicial

Prisco foi alvo de fiscalização do IMA e, embora não tenha cometido irregularidades, foi multada
Divulgação
Órgão embargou empresa, que luta para reabrir as portas
Órgão embargou empresa, que luta para reabrir as portas

O empresário Arthur Alves, da Prisco Ambiental, sediada no Distrito Industrial em Maceió, luta desde janeiro para fazer com que a empresa volte a operar no estado. Referência na tecnologia ambiental em saneamento, a Prisco teve o alvará de funcionamento embargado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) no início do ano e foi multada em R$ 350 mil. A alegação do IMA seria irregularidades que vão desde falta de acesso da fiscalização à área onde estavam instalados equipamentos a lançamento de efluentes em desacordo.

No entanto, cada ponto destacado pela fiscalização foi colocado em xeque pelo empresário, que acionou o Judiciário alagoano. Mas antes de procurar a Justiça, segundo o empresário contou ao EXTRA, ele procurou o IMA para comprovar a legalidade dos trabalhos da empresa, mas foi barrado pela alta burocracia, sem contar com a tecnologia deficiente dos sites do governo de Alagoas para envio e protocolização de documentos.

Funcionando desde 2018 no mercado alagoano, a Prisco Ambiental tem tratado efluentes sanitários de diversas empresas e indústrias alagoanas, além do complexo penitenciário e hospitais do governo estadual e dos resíduos altamente prejudiciais ao meio ambiente gerados semanalmente pelos matadouros alagoanos.

Sem funcionar desde janeiro, a empresa deixou de empregar diretamente e indiretamente cerca de 300 trabalhadores. O embargo, conforme o empresário, aconteceu sem mesmo o IMA apresentar laudos ou análises laboratoriais já proferindo medidas extremas, sem qualquer notificação ou advertência anterior.

A empresa judicializou o caso apresentando laudos comprovando estar dentro das conformidades para funcionamento. E obteve sucesso com liminar proferida pelo juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima, da 17ª Vara Cível da Capital/Fazenda Estadual. Foi determinada pelo magistrado a suspensão imediata dos autos de infração ambiental promovidos pelo IMA. Ainda conforme a decisão, o Instituto e o Estado de Alagoas devem se abster de realizar qualquer medida que impeça o regular exercício da atividade da empresa Prisco Ambiental.

“Advirta-se, no mandado, que o não cumprimento da decisão, em sua integralidade, a partir da intimação, implicará multa no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) por dia de descumprimento, limitada a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), em face do(a) Diretor(a)-Presidente do IMA/AL, desconsiderada a personalidade jurídica da autarquia”, decidiu o juiz. O processo tramita sob o número 0712598-08.2023.8.02.0001.

Porém, o diretor-presidente do IMA, Gustavo Ressurreição Lopes, estaria agindo de má-fé, não cumprindo a liminar de imediato como manda a Justiça. Foi proferida uma segunda decisão contendo multas diárias pelo não cumprimento e, mesmo assim, o presidente do IMA voltou a descumprir ordem da justiça alagoana e manteve o não funcionamento da empresa por alguns dias, até PGE solicitar cumprimento, afrontando, assim, por duas vezes a Justiça alagoana.

“Ele tirou o embargo, mas não está permitindo que a gente tenha acesso à empresa”, revelou Arthur Alves. Vale ressaltar que a Prisco Ambiental funciona em terreno do complexo em troca do tratamento de água e esgoto dos presídios, um acordo firmado entre a empresa com o governo do Estado.

O EXTRA entrou em contato com o IMA, que não retornou os pedidos de esclarecimento até o fechamento desta edição.

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