Tesouro Nacional
Alagoas e Goiás lideram a alta das despesas correntes no quarto bimestre
Os maiores crescimentos de receita corrente foram observados em Sergipe e Rio de Janeiro
O Tesouro Nacional divulgou, nesta terça-feira, 21, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco (RREO em Foco) referente ao 4º bimestre de 2025, revelando que Alagoas (22%) e Goiás (21%) foram os estados com maior crescimento percentual das despesas correntes em relação ao mesmo período de 2024.
O levantamento mostra que todas as 27 unidades da federação registraram aumento nas despesas, e em 18 delas o gasto cresceu mais que a receita corrente, um sinal de deterioração fiscal. O estudo compara as receitas correntes realizadas e as despesas correntes liquidadas no período.
Receita e despesa
No mesmo intervalo, os maiores crescimentos de receita corrente foram observados em Sergipe (17%) e Rio de Janeiro (13%), enquanto Amapá (-17%), Bahia (1%) e Pernambuco (2%) tiveram os piores desempenhos — com o Amapá registrando queda expressiva na arrecadação.
As despesas de pessoal continuam sendo o principal componente dos orçamentos estaduais. No 4º bimestre, o gasto com servidores representou 73% da receita total no Rio Grande do Norte, 64% no Rio Grande do Sul, e 60% em Mato Grosso do Sul e Tocantins. Já os menores percentuais ocorreram no Espírito Santo (39%), Maranhão (41%) e Amazonas (42%).
Investimentos e funções
Em contrapartida, os investimentos tiveram maior peso em Piauí (17%), Espírito Santo (13%), Pará (11%) e Maranhão (11%), enquanto Rondônia, Rio Grande do Norte, Roraima e Rio Grande do Sul aplicaram apenas 2% de suas receitas nessa área.
Na função Educação, os maiores percentuais foram registrados em Acre (24%), Paraná (24%) e Amapá (23%), ao passo que Rio de Janeiro (10%), Alagoas (11%) e Espírito Santo (11%) apresentaram os menores índices.
Na Saúde, Tocantins, Amapá e Pernambuco lideraram com 23% cada, enquanto Mato Grosso do Sul (9%) e Rio Grande do Norte (11%) ficaram na parte inferior do ranking.
Em Segurança Pública, Minas Gerais (20%), Rio de Janeiro (16%), Alagoas (15%) e Rondônia (15%) tiveram as maiores alocações, contrastando com Distrito Federal (4%) e São Paulo (5%).
Dívida e restos a pagar
O relatório destaca ainda que Mato Grosso do Sul (83%), Pará (81%), Pernambuco (78%) e Distrito Federal (78%) foram os que mais pagaram Restos a Pagar (RAP) até o 4º bimestre, enquanto Amapá (22%), Acre (43%) e Rio Grande do Sul (46%) apresentaram os piores índices, indicando dificuldades para quitar despesas antigas.
Na Dívida Consolidada, os maiores aumentos ocorreram em Pará (17%), Piauí (8%), Amapá (6%), Alagoas (5%) e Rio de Janeiro (5%). Já Rio Grande do Norte (-13%), Tocantins (-10%), Mato Grosso (-9%) e Acre (-9%) conseguiram reduzir o endividamento.
O RREO em Foco é uma publicação bimestral que reúne dados orçamentários de todos os estados e do Distrito Federal, com informações extraídas do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), gerido pelo Tesouro Nacional. As informações são do governo federal.



