solidariedade

Família autoriza doação de órgãos no HGE e salva cinco vidas

654 pessoas em Alagoas ainda estão na lista de espera por doações
Por Redação com Ascom HGE 29/11/2025 - 14:15
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Ascom HGE
Equipe médica durante cirurgia para retirada de órgãos destinados para transplantes
Equipe médica durante cirurgia para retirada de órgãos destinados para transplantes

A família de um paciente de 38 anos, diagnosticado no Hospital Geral do Estado (HGE) com morte encefálica, autorizou a doação de órgãos, permitindo que cinco vidas sejam beneficiadas com coração, córneas e rins. O gesto oficializado nesta sexta-feira, 28, reafirma a força da solidariedade e o impacto que a decisão de doar pode exercer sobre outras famílias que aguardam por uma nova chance.

De acordo com a Central de Transplantes de Alagoas, 654 pessoas estão na lista de espera por um órgãos, sendo 606 por córnea, 32 por rim, 15 por fígado e uma pessoa aguarda um coração.

“Mesmo a família sofrendo, eles decidiram continuar salvando vidas. Então, desde já agradecemos pela generosidade, empatia, sensibilidade e conscientização sobre a importância dessa decisão. Desejamos que encontrem o conforto que precisam e que as vidas beneficiadas se restabeleçam em saúde”, declarou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.

O diagnóstico de morte encefálica (critério legal e irreversível que indica ausência total de atividade cerebral) é rigoroso e realizado por uma equipe multiprofissional, seguindo protocolos definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Somente após a conclusão desse processo e com a autorização da família, a captação de órgãos pode ser iniciada.

“Nós mobilizamos uma equipe para a captação dos órgãos e, assim, possibilitamos que o coração, os rins e as córneas estivessem aptas para o transplante. É um processo pautado no cuidado, respeito e agilidade, conforme as normas do Sistema Nacional de Transplantes [SNT], que assegura transparência, ética e equidade na distribuição dos órgãos”, acrescentou a médica neurologista da Organização de Procura de Órgãos, Maria Júlia Tabosa.

Todos os potenciais receptores foram selecionados a partir de uma lista única nacional, considerando critérios como compatibilidade, tempo de espera e gravidade clínica. Atualmente, milhares de brasileiros aguardam por um transplante. 


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