turismo
Rota Lagunar promove imersão cultural e sensorial no Litoral Sul de Alagoas
Programação reuniu banho de cheiro, poesia e turismo de experiência, valorizando ancestralidade
Entre os manguezais e a lagoa, um grupo de pessoas desfrutou nesse último domingo, 14, de mais uma programação da Rota Lagunar, que aconteceu no município de Roteiro e contou com atividades como o banho de cheiro e um momento de declamação de poesias com o ator Chico de Assis. A iniciativa promoveu uma imersão cultural que valorizou saberes ancestrais, identidade local e a relação entre corpo, natureza e palavra.
O roteiro começou nas primeiras horas da manhã, com um passeio turístico ainda em Maceió, contando a história de praças importantes, como a Dom Pedro II, no centro da capital. Após esse momento, o grupo seguiu rumo a Riacho Velho, localidade onde os barquinhos esperavam para levar os visitantes para um dia de conexão e tranquilidade.
Para a organizadora do evento, Mira Costa, cada atividade foi pensada para desacelerar e promover um momento voltado para a natureza. “Essa rota foi além das minhas expectativas, foi algo muito silencioso, emocionante e tudo correu de forma tranquila, em paz e cheia de energia. Muitos ficaram emocionados com o que vivenciaram”, conta.
Além do passeio de barco, houve o momento com poesias na voz de Chico de Assis e também o tão esperado banho de cheiro, que uniu bem estar e ancestralidade no meio da lagoa. Um dos participantes, o psicólogo Vitor Luz, destacou sobre o sentimento durante o dia. “Foi uma experiência que nos auxilia a nos conectarmos com a nossa brasilidade, com a cultura local, a entendermos os nossos porquês, de onde viemos, o que estamos fazendo e para onde vamos”, relembrou.
Mais do que um passeio, a Rota Lagunar proporciona uma experiência que conecta visitantes às belezas naturais e à riqueza cultural das lagoas, reforçando a importância de preservar e valorizar as tradições locais em um formato de turismo sustentável.
“A importância maior é trazer as pessoas para esse encontro com si mesmo, esse conhecimento da cultura ribeirinha, a busca da nossa ancestralidade, o conhecimento do outro fora do nosso dia a dia. É sair para algo diferente, ter um contato maior com a natureza, com a água da lagoa, com a lama do mangue. Nenhuma rota é igual a outra, mesmo sendo no mesmo lugar”, salienta Mira.
E para o ano de 2026, outras edições já estão sendo organizadas, com foco no folclore, musicalidade e gastronomia. “Já temos um grupo fechado só para mulheres que vai acontecer em janeiro, voltado para o autoconhecimento e o encontro com a mãe natureza. Além desse, vamos ter outras duas rotas abertas ao público no mesmo mês em Marechal Deodoro e temos planos de realizar os passeios também em Coqueiro Seco e no Pontal da Barra a partir de fevereiro, ressaltando o bordado e o artesanato local”, finalizou a organizadora.



