DIÁRIO OFICIAL
Prefeitura de Coité suspende expediente e cancela Carnaval após acidente
Medida foi tomada após acidente que resultou na morte de 16 romeiros da cidade
A Prefeitura de Coité do Noia decretou luto oficial por três dias, suspendeu o expediente administrativo não essencial e cancelou o carnaval após o acidente com ônibus de romeiros que resultou em 16 mortes e feridos, em trecho da AL-220, no Sertão.
A medida foi formalizada por portaria assinada pelo prefeito Bueno Higino e publicada no Diário Oficial dos Municípios na quarta-feira, 4. O ato define a interrupção de atividades do Poder Público ligadas à programação do período.
Com o luto, ficam paralisados até a sexta-feira, 6, os serviços administrativos que não sejam considerados essenciais nos órgãos e entidades da administração municipal, mantendo-se apenas o funcionamento básico.
O texto também determina o cancelamento de todas as festividades carnavalescas que seriam organizadas pelo município neste ano, incluindo eventos previstos em espaços públicos.
A Polícia Civil de Alagoas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, ocorrido na manhã da terça-feira, 3, no município de São José da Tapera.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou documentos à prefeitura de Coité do Nóia para auxiliar na apuração do acidente com um ônibus de romeiros que deixou 16 mortos na rodovia AL-220. A informação foi divulgada pelo promotor de Justiça Lucas Mascarenhas nesta quarta-feira, 4.
Lucas Mascarenhas informou que a Promotoria de Justiça de Taquarana, responsável pelo município de Coité do Nóia, realizou uma reunião com representantes da gestão municipal.“Requisitamos alguns documentos que serão avaliados pelo órgão ministerial e também para a continuidade das medidas de assistência às famílias e aos feridos”, explicou.
Segundo o promotor, somente após a conclusão das perícias e do inquérito policial será possível avançar sobre eventuais responsabilizações. “Após a colheita adequada de todas as informações, o Ministério Público analisará tudo para eventual responsabilização administrativa, cível e criminal”, completou.



