EM MARAVILHA
Áudios registram ameaças de ex-namorado contra adolescente: “Eu mato você”
Vítima de 16 anos teve corpo incendiado pelo suspeito após fim do namoro
A investigação sobre o caso da adolescente de 16 anos que teve o corpo incendiado em Maravilha, no Sertão de Alagoas, ganhou novos desdobramentos com a inclusão de áudios contendo ameaças de morte atribuídos ao ex-namorado da vítima, também de 16 anos. As mensagens de voz passaram a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.
Os áudios foram enviados a uma amiga da adolescente após o fim do relacionamento e revelam o grau de intimidação exercido pelo suspeito. Em uma das mensagens, o jovem faz ameaças diretas caso a vítima retornasse ao local onde moravam juntos.
“Se você pisar o pé aqui, eu mato você aqui dentro. Deixo você aqui dentro estirada que nem uma s***. Agora você faça o teste, teste minha paciência hoje para você ver o que eu sou capaz de fazer com você", diz o rapaz em um trecho do áudio.
De acordo com a polícia, as ameaças ocorreram após uma sequência de episódios de violência. A adolescente procurou a delegacia na terça-feira, 21, para solicitar medida protetiva, relatando medo constante do ex-namorado. Na ocasião, ela havia recebido alta hospitalar após permanecer cerca de 24 dias internada em decorrência de queimaduras.
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Ainda conforme o inquérito, mesmo depois do período de internação, a jovem continuou sendo intimidada. Em outro trecho de áudio analisado, o suspeito ameaça destruir os pertences da vítima caso ela tentasse buscá-los, afirmando que “ia tocar fogo em tudo”.
O delegado Edvaldo Alves informou que a vítima apresentou versões diferentes sobre o episódio do incêndio ao longo da investigação, o que também está sendo apurado. Apesar disso, os áudios são tratados como provas relevantes para demonstrar a escalada da violência no relacionamento.
A adolescente manteve um relacionamento de aproximadamente dez meses com o suspeito e afirma ter sofrido agressões físicas e verbais durante esse período. Atualmente, ela está amparada por uma medida protetiva expedida pela Justiça e vive em outra cidade.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos para concluir o procedimento, que será encaminhado ao Ministério Público.



