Tecnologia na saúde

Santa Casa de Maceió se aproxima de mil procedimentos em cirurgia robótica

Programa utiliza a plataforma Da Vinci, responsável pelo 1º robô autorizado a realizar cirurgias
Por Assessoria 05/03/2026 - 14:07
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Assessoria
Santa Casa de Maceió completou três anos da implantação da cirurgia robótica celebrando números expressivos
Santa Casa de Maceió completou três anos da implantação da cirurgia robótica celebrando números expressivos

A Santa Casa de Maceió completou três anos da implantação da cirurgia robótica celebrando números expressivos e a consolidação de um programa que vem transformando a rotina do centro cirúrgico. Desde as primeiras cirurgias, iniciadas em 15 de fevereiro de 2023, o hospital já soma cerca de mil procedimentos utilizando a plataforma Da Vinci, primeira a receber autorização, no ano 2000, para a realização de cirurgias robóticas no mundo.

A decisão de trazer o equipamento para a instituição foi tomada em 2022, após um período de planejamento. Segundo o urologista Gustavo Mendonça, coordenador do Programa de Cirurgia Robótica, o projeto já fazia parte dos planos do hospital há algum tempo. “A Santa Casa sempre prezou por qualidade e por ter os melhores equipamentos. A cirurgia robótica sempre esteve no nosso radar. A gente buscou o momento certo para dar esse passo”, explica.

O sistema Da Vinci, que introduziu a robótica cirúrgica no Brasil em 2008, é hoje a plataforma mais utilizada no mundo para procedimentos minimamente invasivos, oferecendo maior precisão cirúrgica, menor trauma aos tecidos e recuperação mais rápida para os pacientes.

Atualmente, seis especialidades utilizam a tecnologia na instituição: urologia, cirurgia oncológica, ginecologia, bariátrica, torácica e cirurgia geral. Para Gustavo Mendonça, o amadurecimento do programa não se resume ao número de cirurgias realizadas, mas ao alinhamento de todos os profissionais envolvidos no processo.
“Não é só o cirurgião treinado. Envolve enfermagem, anestesia, esterilização, internação. Com o tempo, tudo vai ficando mais ajustado, como uma sinfonia. Cada equipe sabe exatamente o que fazer, e isso traz mais segurança para o paciente”, afirma.

Hoje, cerca de 20 cirurgiões estão habilitados a operar o robô na instituição. O treinamento é rigoroso e inclui, no mínimo, 40 horas de simulador, capacitação prática e acompanhamento inicial por profissionais mais experientes. “Existe uma curva de aprendizado, sim. Mas ela serve para melhorar a interação do cirurgião com a máquina. O médico já sabe operar; o robô é uma ferramenta que amplia a precisão”, destaca.
Entre os principais benefícios da cirurgia robótica estão os movimentos mais intuitivos, visão em três dimensões, filtro de tremor e maior liberdade de movimentos, fatores que permitem preservar estruturas delicadas e aumentar a precisão dos procedimentos.

“É uma cirurgia extremamente segura. A gente ganha em precisão e consegue focar no que realmente precisa ser tratado, preservando o que é importante”, reforça o coordenador.
Pacientes com câncer de próstata e rim, casos complexos de endometriose, cirurgias bariátricas em superobesos e tumores torácicos estão entre os que mais se beneficiam da tecnologia. Para os próximos anos, a expectativa é ampliar ainda mais o acesso ao procedimento.


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