APURAÇÃO
Polícia apura se menino autista morreu afogado em estação de tratamento
Corpo de Arthur Oliveira Fochi, de 6 anos, foi encontrado em açude após desaparecimento
A Polícia Civil de Alagoas iniciou investigação para apurar as circunstâncias da morte do menino Arthur Oliveira Fochi, de 6 anos, encontrado dentro de um açude em uma estação de tratamento de água no Conjunto Parque dos Caetés, no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. A principal linha de apuração é afogamento, mas o inquérito também vai analisar possível responsabilidade de terceiros.
Arthur desapareceu na noite de terça-feira, 3. O corpo foi localizado na quarta-feira, 4, após buscas realizadas por familiares e equipes de segurança. A família chegou a fazer um apelo público por informações após o desaparecimento.
De acordo com o delegado Sidney Tenório, equipes da Polícia Civil iniciaram a coleta de depoimentos e a análise pericial no local.
“Os policiais estiveram no Instituto de Criminalística e no local do fato e falaram com os parentes, principalmente com a avó que ficava com a criança. Ela disse que a mãe chegou para deixar a criança e, entre sair do carro e abrir o portão, o menino saiu correndo em direção à estação de tratamento de água. Ela começou a gritar e outros parentes passaram a procurar ainda naquela noite, mas não encontraram”, afirmou o delegado.
Segundo ele, relatos de familiares indicam que a mãe não costumava deixar a criança sozinha. “Pelo menos nesse primeiro momento, a gente acha que foi uma fatalidade”, disse.
A hipótese de negligência familiar foi descartada nesta fase inicial da investigação. A Polícia Civil, no entanto, apura se o local apresentava falhas de segurança que possam ter facilitado o acesso da criança.
“Quando a gente fala de responsabilidade de terceiros, é porque quer saber melhor. Os policiais civis foram ao local. Será que não deveria ter tido um cuidado maior, não só por parte da mãe? Estamos falando da perda da vida de uma criança com autismo, e isso demanda uma investigação mais profunda”, declarou Sidney Tenório.
A perícia técnica foi realizada e deve apontar se havia falhas estruturais, como ausência de cercas ou proteção na área. Caso seja comprovada negligência dos responsáveis pelo espaço, poderá haver responsabilização nas esferas criminal e cível.



