pronunciamento
Palhaço citado em denúncias na Ufal nega assédio: "Não desrespeitei"
Caso é apurado pela Polícia Civil após relatos de alunos sobre abordagens em salas
Homem fantasiado de palhaço citado em denúncias de importunação contra estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se manifestou nesta segunda-feira, 16, após episódio registrado na quinta-feira, 12, no Campus A.C. Simões, em Maceió. O caso é apurado pela Polícia Civil após relatos de alunos sobre abordagens dentro de salas de aula.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o homem afirmou que atua há três décadas com circo, teatro e ações educativas. Segundo ele, a presença na universidade fazia parte de uma intervenção chamada “Ecologia Magia” e ocorreu após autorização de professores.
“Não invadi nenhum espaço e não desrespeitei ninguém e nenhuma turma. Mesmo assim, pela primeira vez na minha vida aconteceu algo absurdo: fui acusado de assédio e de importunação sexual. Não fui só acusado, fui julgado pela mídia sensacionalista, fui cancelado”, declarou.
O homem também negou ter cometido importunação contra alunos e disse que a única ação praticada foi o uso de um objeto cenográfico durante a apresentação. “Eu não cometi nenhum ato de assédio, nenhum ato de obscenidade contra ninguém.”
Relatos apontam que, além das batidas com o objeto, o homem fez gestos em direção aos estudantes e disse frases com referência sexual. Parte dos alunos deixou as salas e buscou apoio junto à equipe de vigilância da universidade.
"Ele estava no bloco desde de manhã assediando várias meninas. Inclusive, assediou a professora que estava me dando aula", relatou uma das estudante que denunciou o caso ao EXTRA.
A Universidade Federal de Alagoas informou que a equipe de segurança foi acionada, abordou o homem e o conduziu para fora do campus. A instituição aguarda relatório da empresa responsável pela vigilância para encaminhar o caso à Secretaria de Segurança Pública.
Segundo a universidade, o Conselho Universitário possui comissão permanente voltada a questões de segurança e deve convocar reunião para tratar do episódio. A gestão também informou que avalia medidas para discutir a circulação de pessoas no campus.



