NATUREZA

Elefante-marinho percorre 20 km e chama atenção no litoral de Alagoas

Animal está em muda de pele é monitorado por órgãos ambientais
Por Redação 17/03/2026 - 21:25
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Divulgação
Mamífero marinho segue em deslocamento e passa por processo natural
Mamífero marinho segue em deslocamento e passa por processo natural

Um elefante-marinho tem chamado a atenção ao percorrer cerca de 20 quilômetros pelo litoral de Alagoas. O animal, que apareceu inicialmente na praia de Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio, foi visto nesta terça-feira, 17, já na região de Paripueira.

O monitoramento é realizado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), que acompanha o deslocamento do mamífero desde a quinta-feira, 11, quando ele foi avistado pela primeira vez por moradores.

Segundo os técnicos, o elefante-marinho é jovem, mede cerca de dois metros de comprimento e pesa aproximadamente meia tonelada.


De acordo com especialistas, o animal não está perdido nem encalhado. Ele passa por um processo natural conhecido como muda de pele e pelos, comum entre mamíferos marinhos.

Durante esse período, é comum que o animal fique mais lento e debilitado, buscando áreas costeiras para descansar enquanto recupera energia.

A veterinária Ana Cecília, consultora do IMA/AL, explicou que essa fase exige grande gasto energético. “Eles vêm para a costa descansar por cerca de um mês, até recuperarem suas condições e retomarem sua rota”, afirmou.

Após esse período, o elefante-marinho deve voltar ao mar e seguir seu percurso migratório.

As autoridades ambientais reforçam a importância de manter distância entre 20 e 30 metros do animal. A aproximação indevida pode gerar multa que varia de R$ 2.500 a R$ 5 mil.

O veterinário Gabriel Marques alertou que não se deve tocar ou alimentar o animal, pois isso pode causar estresse e prejudicar o processo natural. Além disso, há risco de transmissão de doenças entre humanos e o mamífero.

O acompanhamento envolve equipes do IMA/AL, Ibama, ICMBio, Universidade Federal de Alagoas e do Batalhão de Polícia Ambiental. O monitoramento continuará enquanto o animal permanecer no litoral alagoano.


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