Em Arapiraca

Ataque a tiros mata mulher e deixa criança ferida em festa de paredão

Homem dispara contra a vítima em via pública na madrugada deste domingo
Por Redação 17/05/2026 - 07:56
Atualização: 17/05/2026 - 08:51
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Reprodução Josival Menezes/ Já é Notícia
Erika Mariana foi morta a tiros em via pública na festa de paredões
Erika Mariana foi morta a tiros em via pública na festa de paredões

A semana começa com um caso assustador de violência em Arapiraca. Na madrugada deste domingo,17, uma mulher foi morta a tiros em local público e durante uma festa de paredões no Residencial Brisa do Lago, na cidade. Além da vítima fatal, os disparos atingiram uma criança, mulher e três homens que estavam no local. 

Erika Mariana Barros foi surpreendida pelos disparos à queima roupa realizados por um homem, ainda não identificado, em plena rua onde acontecia a festa. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida, antes de checar o socorro acionado por populares.

Normalmente as festas de paredões não dispõem de segurança oficial e são realizadas por combinação em redes sociais. Os paredões de som se tornaram a trilha sonora dos fins de semana em diversas comunidades pelo país afora com potentes caixas de som instaladas em carros, semelhantes a trios elétricos. Eles invadem ruas estreitas com batidas ensurdecedoras, embalando centenas de jovens que dançam, bebem e se reúnem até o amanhecer.

De acordo com especialistas e com a própria polícia, os paredões deixaram de ser apenas festas de rua para se tornarem instrumentos de poder das facções criminosas. Por trás dessas festas, além do tráfico de drogas, há outras práticas delituosas.

A mulher e a criança que também estavam no local e foram baleadas, receberam socorro e foram encaminhadas para a Unidade de Emergência na cidade. A mulher ficou em estado grave e a criança levou um tiro no joelho.

Os militares foram até a unidade hospitalar de Arapiraca e lá constataram que três homens também foram baleados na mesma ocorrência. Um foi baleado na perna, outro na mão e o terceiro levou um tiro de raspão na região do glúteo. Eles não souberam informar quem efetuou os disparos de arma de fogo. Disseram ter visto o grande tumulto e só depois perceberam que tinham sido atingidos.

A motivação e a autoria do homicídio ainda não foram esclarecidas. Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para os procedimentos cabíveis.

Erika Mariana Barros foi surpreendida pelos disparos à queima roupa


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