Ascom HEHA
Unidade de referência em doenças infectocontagiosas em Alagoas reforça importância do tratamento completo e da identificação precoce dos sintomas
No dia 24 de março, data em que se celebra o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, o Hospital Escola Dr. Helvio Auto, unidade assistencial da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) reforça o alerta para a prevenção, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento da doença, que ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil.
Único hospital de referência em doenças infectocontagiosas em Alagoas, a unidade acompanha de perto os casos da doença no estado. Em 2024, foram notificados 333 casos de tuberculose, com 19 óbitos. Já em 2025, o hospital atendeu 318 casos, registrando 25 mortes. Em janeiro de 2026, 32 pacientes seguem em tratamento na unidade, incluindo casos associados ao HIV/AIDS, o que exige acompanhamento ainda mais rigoroso.
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A pneumologista Cristiane Veiga destaca que reconhecer os sintomas é fundamental para interromper a cadeia de transmissão. “Tosse por mais de três semanas, febre no período da tarde e perda de peso são sinais importantes. O paciente deve procurar assistência médica assim que notar a persistência dos sintomas, mesmo com o uso de medicamentos”, orienta.
A transmissão da tuberculose ocorre pela via respiratória. “Quando uma pessoa infectada fala, espirra ou tosse próximo de outras, especialmente em ambientes fechados e com aglomeração, há maior risco de contágio. O uso de máscara, principalmente na presença de pessoas doentes, e o rastreamento dos contactantes são medidas essenciais de prevenção”, explica a especialista.
Apesar de ser uma doença antiga, a tuberculose ainda é bastante comum no país. Segundo a pneumologista Cristiane Veiga, um dos principais desafios para o controle da doença é a interrupção do tratamento. “O abandono frequente da terapia e a falta de medidas preventivas, como o uso de máscara, contribuem para a manutenção da doença na população”, afirma.
O tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e exige disciplina. “Ele consiste na administração de quatro antibióticos combinados em um único comprimido, conhecido como RHZE, ajustado de acordo com o peso do paciente. Nos casos de tuberculose pulmonar, o tratamento dura, em média, seis meses. Quando há abandono, o risco de resistência aos antibióticos é muito grande”, alerta.
Tratamento e prevenção O tratamento para a tuberculose é oferecido no Hospital Escola Dr. Helvio Auto por meio do ambulatório de doenças infectocontagiosas da instituição. Os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar com consultas regulares, recebendo os medicamentos indicados.
A prevenção também começa ainda na infância. “Existe vacina contra a tuberculose, a BCG, que deve ser aplicada ao nascer. Ela é fundamental para proteger contra as formas mais graves da doença”, reforça a pneumologista. Diante desse cenário, o Hospital Escola Dr. Helvio Auto destaca que o diagnóstico precoce e o tratamento correto, realizado até o fim, são as principais estratégias para reduzir a transmissão e evitar complicações, uma vez que muitos pacientes já restabelecidos da pior fase da doença se sentem bem e abandonam a medicação.
A orientação é que qualquer pessoa com sintomas procure uma unidade de saúde o quanto antes, garantindo não apenas o cuidado individual, mas também a proteção coletiva.
Sugestão para legenda: Os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar com consultas e exames regulares, recebendo os medicamentos indicados.
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