adolescência

Consumo de drogas ilícitas cai, mas segue mais alto na rede pública

Em 2024, 8,8% dos alunos da rede pública relataram consumo
Por Redação 01/04/2026 - 06:29
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Pixabay
Cigarros de maconha
Cigarros de maconha

O consumo de drogas ilícitas entre estudantes de 13 a 17 anos apresentou queda em Alagoas, mas ainda permanece mais elevado entre alunos da rede pública de ensino. Dados do IBGE indicam que 5,8% dos escolares no estado já experimentaram esse tipo de substância ao menos uma vez na vida, percentual abaixo da média nacional, que é de 8,3%.

Na comparação com 2019, quando o índice era de 6,6%, houve uma redução aproximada de 12%, sinalizando uma tendência de queda no consumo. Ainda assim, o recorte por sexo mostra diferenças: entre os meninos, o percentual chega a 6,8%, enquanto entre as meninas é de 4,9%.

A desigualdade também se manifesta na comparação entre redes de ensino. Entre estudantes da rede pública, 6,2% relataram já ter experimentado drogas ilícitas, frente a 3,8% na rede privada, evidenciando maior exposição nesse grupo.

Na capital, Maceió, o cenário segue a mesma tendência, mas com números mais elevados. Em 2024, 6,9% dos estudantes afirmaram já ter experimentado drogas ilícitas, acima da média estadual. Em relação a 2019, quando o índice era de 10,3%, a queda foi de aproximadamente 33%, indicando redução mais expressiva que a observada no estado.

Apesar da diminuição geral, a desigualdade entre redes aumentou na capital. Em 2024, 8,8% dos alunos da rede pública relataram consumo, mais que o dobro do percentual registrado na rede privada, de 4,0%.

Em 2019, essa diferença era menor: 10,9% na rede pública contra 9,4% na rede privada, uma distância de 1,5 ponto percentual. Em 2024, o intervalo subiu para 4,8 pontos percentuais, indicando ampliação significativa da desigualdade entre os estudantes.


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