JUSTIÇA

Justiça afasta delegado-geral de AL por suspeita em fraude de concursos

Medida cautelar de 60 dias busca evitar interferência nas investigações
Por Redação 04/04/2026 - 13:17
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Divulgação
Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, é investigado por suspeita de ligação com esquema de fraude em concursos públicos
Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, é investigado por suspeita de ligação com esquema de fraude em concursos públicos

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, por 60 dias. A decisão foi tomada pela 16ª Vara Federal da Paraíba no âmbito das investigações que apuram o suposto envolvimento do delegado em um esquema de fraude em concursos públicos.

Segundo a decisão judicial, a medida tem o objetivo de garantir o andamento das investigações de forma imparcial e evitar qualquer possível interferência no processo. Durante o período de afastamento, Gustavo Xavier permanecerá à disposição das autoridades e poderá ser convocado para prestar esclarecimentos sempre que necessário.

O delegado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal. A ação investiga um grupo criminoso conhecido como “máfia dos concursos”, sediado em Patos, no Sertão da Paraíba, suspeito de fraudar certames públicos em diferentes estados.

De acordo com a investigação, o delegado-geral é suspeito de pressionar integrantes do grupo para obter vantagens ilícitas em concursos públicos para familiares e aliados. A apuração tem como base depoimentos de colaboração premiada de investigados e também interceptações telefônicas que mencionam a atuação do delegado no esquema.

Entre os possíveis beneficiados, segundo o Ministério Público Federal, estariam familiares de Gustavo Xavier que teriam sido aprovados em concursos públicos após a suposta intervenção do grupo criminoso.

O esquema investigado pela Polícia Federal utilizava diversos métodos para fraudar provas, como envio de gabaritos durante a aplicação dos exames, uso de tecnologia para comunicação em tempo real e participação de pessoas com acesso privilegiado aos locais de prova.

As investigações indicam que o grupo atuava há mais de uma década e cobrava valores que podiam chegar a R$ 500 mil para garantir a aprovação em concursos.

O caso segue em investigação. Se as suspeitas forem confirmadas, o delegado poderá responder nas esferas administrativa e criminal.


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