JUSTIÇA

MP-AL vai recorrer de decisão que negou prisão em caso Cláudia Pollyanne

Promotoria aponta risco a denunciantes e pede detenção de donos de clínica
Por Assessoria 08/04/2026 - 19:31
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Divulgação
Ministério Público quer prisão preventiva de donos de clínica investigada
Ministério Público quer prisão preventiva de donos de clínica investigada

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou que vai recorrer da decisão judicial que negou a prisão preventiva dos proprietários da clínica de reabilitação Luz e Vida, investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, em Marechal Deodoro.


A denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça do município também inclui uma tia da vítima. O caso teve decisão parcial da Justiça, que aceitou medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo de dados, mas rejeitou o pedido de prisão preventiva do casal.

Na decisão, a juíza Fabíola Feijão entendeu que os investigados, em liberdade, não representariam risco à ordem pública nem poderiam interferir na produção de provas.


O promotor de Justiça Adriano Jorge informou que pretende recorrer da decisão. Segundo ele, o pedido de prisão preventiva foi apresentado para garantir a segurança de denunciantes, muitos deles ex-residentes da clínica.

De acordo com a denúncia, testemunhas relataram episódios de violência dentro da unidade, incluindo agressões e um caso de estupro contra uma adolescente que deveria receber atendimento no local.

Nos depoimentos, ex-residentes afirmam que o proprietário da clínica apresentava comportamento agressivo. Ele está preso por outro crime, relacionado a estupro, em processo que tramita em outra vara. Já a esposa é acusada de participação direta nas agressões contra a vítima e outros internos.

Além de negar as prisões, a decisão autorizou a realização de busca e apreensão de materiais que possam contribuir para a investigação. Entre os itens estão computadores, celulares, mídias digitais, receituários médicos, laudos, contratos de prestação de serviços, termos de consentimento e prontuários médicos e psicológicos dos pacientes.


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