Mistério

“Chupacabra” mata animais e causa medo em cidades do interior de Alagoas

Ataques já deixaram mais de 100 animais mortos ou desaparecidos no Agreste
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 08/04/2026 - 21:35
Atualização: 08/04/2026 - 21:58
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Reprodução
Em Craíbas e Igaci, três ovelhas são vítimas de bicho misterioso; parte de um animal foi 'consumida' e outro desapareceu
Em Craíbas e Igaci, três ovelhas são vítimas de bicho misterioso; parte de um animal foi 'consumida' e outro desapareceu

Um animal ainda não identificado tem causado medo e prejuízos a criadores no interior de Alagoas. Apontado por moradores da região como o lendário “chupacabra”, o suspeito dos ataques vem sendo associado à morte de mais de 100 animais em cidades do Agreste, como Craíbas, Igaci e São Brás.

Os relatos começaram há algumas semanas, quando criadores passaram a encontrar cabras, ovelhas, porcos e coelhos mortos em circunstâncias incomuns. O que mais chama a atenção é o padrão dos ataques: os animais apresentam perfurações na região do pescoço e, em muitos casos, são encontrados sem sangue próximo aos corpos.

Pela primeira vez, câmeras de videomonitoramento registraram a fuga do suposto autor dos ataques. As imagens, captadas em uma propriedade rural de Craíbas, mostram vultos de animais deixando o local após um ataque que resultou na morte de seis cabras e ovelhas.

No mesmo caso, ocorrido por volta de 1h da madrugada, o filho do proprietário tentou perseguir o animal e afirmou ter visto três cachorros, sendo um deles de grande porte. Em outro episódio, um criador relatou ter ficado frente a frente com o que descreveu como um cão grande, com garras ainda mais chamativas.

Apesar dos relatos, o comportamento dos ataques continua intrigando. Em um caso recente registrado no povoado Palanqueta, na divisa entre Craíbas e Igaci, três ovelhas foram atacadas: uma teria tido o sangue sugado, outra foi parcialmente devorada e a terceira desapareceu, o primeiro registro em que um animal teria sido consumido, aumentando ainda mais o clima de tensão.

Diante da sequência de ocorrências, criadores da região passaram a reforçar cercas e realizar vigílias noturnas para tentar proteger os rebanhos. 

“Ficamos atentos durante toda a noite, esperando que ele apareça novamente”, relatou um produtor rural. Outro morador da região também descreveu o clima de medo: “A gente nunca viu algo assim. Os animais aparecem mortos de um jeito estranho, sem sangue. Todo mundo está assustado”.

As autoridades acompanham os casos e investigam a origem dos ataques. Segundo o delegado Manoel Acácio Júnior, não há indícios, até o momento, de ação humana. “A investigação começou no final de março, já de outro caso, mas também estamos cientes deste”, afirmou.

O delegado explicou que, caso seja comprovada a participação de alguma pessoa, um inquérito será instaurado. No entanto, a principal linha de investigação aponta para ataques realizados por animais, possivelmente cães. Ainda não há uma conclusão definitiva sobre o caso.

Enquanto isso, o mistério segue alimentando o temor nas comunidades rurais, onde o “chupacabra” voltou a fazer parte da rotina, agora, não apenas como lenda, mas como uma ameaça real.


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