Política

Alfredo Gaspar é alvo de queixa-crime por acusar deputado de usar cocaína

Defesa de Lindbergh Farias diz que acusação atinge a honra do parlamentar
Por Redação 10/04/2026 - 14:21
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Assessoria
Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS
Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) é alvo de uma queixa-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo deputado Lindbergh Farias (PT). A medida foi aplicada após o parlamentar de Alagoas afirmar que o petista teria “cheirado cocaína” antes de entrar no Congresso Nacional. A informação é do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Gaspar ganhou projeção nacional nos últimos meses por assumir a relatoria da CPMI do INSS, cujo relatório final, depois de sete meses de trabalho, foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão (19 a 12).

Na ação, a defesa de Lindbergh aponta a prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria. Segundo o documento, as declarações foram feitas por Gaspar em 27 de março de 2026, durante uma coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados. 

O texto destaca um dos trechos da fala: “Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço”.

Segundo os advogados, a acusação atinge a honra do parlamentar. “O querelado imputa um fato definido e desonroso ao querelante, qual seja, o de ter ‘cheirado cocaína’ para adentar ao plenário do congresso”, diz a petição.

“Não há dúvidas de que a imputação realizada pelo querelado desonra o querelante, deputado federal eleito para representar diversos brasileiros, ao ser falsamente acusado de ter cheirado cocaína durante o expediente de trabalho”, completou.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou na quinta (9) uma notícia de fato junto à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo a investigação de emendas parlamentares de R$ 6 milhões enviadas pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) ao município de São José da Laje, em Alagoas.

Em nota, Gaspar disse que a verba está dentro da legalidade e atendeu à solicitação de seu primeiro suplente, Rodrigo Valença (União-AL), ex-gestor do município. Ele diz também que São José da Lage é "polo central da região e merece todo prestígio do repasse".

Os recursos, enviados como transferência especial —modalidade conhecida como "emenda Pix"— são alvo de auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União). A corte apontou indícios de irregularidades em sua aplicação. Foram três emendas enviadas à cidade entre julho e dezembro de 2024.


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