MEIO AMBIENTE

Alagoas define protocolo para casos suspeitos de gripe aviária

Plano orienta órgãos públicos sobre como agir diante de possíveis registros
Por Assessoria 10/04/2026 - 20:31
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Assessoria
Reunião no MPAL definiu fluxo de atuação para suspeitas do vírus H5N1
Reunião no MPAL definiu fluxo de atuação para suspeitas do vírus H5N1

Instituições públicas e entidades ligadas ao meio ambiente, à defesa agropecuária e à saúde pública definiram um fluxo de trabalho para atuação em casos suspeitos de gripe aviária em Alagoas. A aprovação ocorreu durante audiência realizada nesta sexta-feira, 10, na sede do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), no bairro do Poço, em Maceió.

A medida faz parte da elaboração de um Plano de Ação Estadual para lidar com possíveis registros da doença, causada pelo vírus H5N1. O encontro foi conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela Defesa do Meio Ambiente.

Segundo o promotor de Justiça Alberto Fonseca, o Brasil está em monitoramento desde 2023 devido ao risco de emergência zoossanitária relacionada à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).


“Alagoas precisa ter um plano de ação para lidar com casos suspeitos ou confirmados de gripe aviária, que representa potencial risco à saúde pública e ao meio ambiente”, afirmou.

Durante a reunião, ficou definido que o fluxo de atuação será apresentado à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems). O objetivo é orientar gestores municipais, principalmente das áreas de meio ambiente, saúde e vigilância sanitária, sobre os procedimentos a serem adotados em caso de animais silvestres com sintomas suspeitos.

O protocolo estabelece quais órgãos devem ser acionados e quais medidas podem ser tomadas inicialmente. De acordo com o fluxo aprovado, a atuação principal caberá ao Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), à Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), ao Instituto Biota e, em Maceió, ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Órgãos da área da saúde também deverão ser envolvidos caso haja contato de pessoas com animais suspeitos. Nesses casos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Laboratório Central de Alagoas (Lacen) ficarão responsáveis pelo monitoramento.

O promotor também orientou que moradores e turistas evitem contato com animais que apresentem sinais da doença, especialmente aves migratórias encontradas em praias.

“Quem encontrar um animal nessas condições não deve se aproximar ou tentar capturá-lo. O recomendado é acionar os órgãos ambientais e manter distância”, alertou.

A próxima audiência sobre o tema está prevista para sexta-feira, 12 de junho. Antes disso, o grupo de trabalho deve se reunir novamente na quarta-feira, 16, para detalhar o plano de ação e o fluxo de emergência.

Participaram da audiência representantes do Instituto Biota, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Lacen, Adeal e BPA.


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