ENVELHECIMENTO
Maceió registra mais de 1,2 mil atendimentos ligados ao Alzheimer
SUS contabilizou 56,2 milhões de atendimentos em um ano
Os casos de demência no Brasil podem triplicar até 2050. Em Maceió, dados da rede municipal de saúde apontam mais de 1,2 mil atendimentos relacionados ao Alzheimer e outras demências em menos de um ano. Com o envelhecimento acelerado da população, especialistas destacam a importância do planejamento antecipado de cuidados para preservar a autonomia de pessoas com Alzheimer e outras demências.
“O avanço das demências, especialmente da doença de Alzheimer, tornou-se um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Em um país onde o número de pessoas idosas cresce em razão do aumento da expectativa de vida e da redução das taxas de natalidade, intensifica também a preocupação com a capacidade dos sistemas de saúde e das próprias famílias de responder às complexas demandas de cuidado impostas por essas doenças”, comenta a doutoranda em Bioética e Direitos Humanos pela Universidade de Brasília, Nelma Melgaço.
Segundo a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 246 atendimentos ambulatoriais com CID-10 G30 (doença de Alzheimer) entre abril e dezembro de 2025. Já entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados mais 62 atendimentos na Atenção Primária.
Considerando também os registros com CID-10 F00 (demência na doença de Alzheimer), os números são ainda mais expressivos: foram 737 atendimentos entre abril e dezembro de 2025 e outros 196 entre janeiro e março de 2026, todos na Atenção Primária.
Os dados evidenciam o papel estratégico da atenção básica no acompanhamento de pacientes com demência, especialmente nas fases iniciais da doença, quando o diagnóstico e o cuidado contínuo podem contribuir para melhor qualidade de vida.
No cenário nacional, dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer no Brasil. Os números correspondem a registros de atendimentos e internações, e não ao total de pessoas atendidas, já que um mesmo paciente pode utilizar o serviço mais de uma vez. Informações preliminares também apontam cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença no país.
O SUS oferece assistência gratuita e integral às pessoas com Alzheimer, com foco na estabilização do declínio cognitivo, na melhora da qualidade de vida e no acompanhamento contínuo de pacientes e cuidadores. O tratamento inclui medicamentos, além de terapias complementares, como estimulação cognitiva, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicossocial.



