ENVELHECIMENTO

Maceió registra mais de 1,2 mil atendimentos ligados ao Alzheimer

SUS contabilizou 56,2 milhões de atendimentos em um ano
Por Assessoria 08/05/2026 - 14:18
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Alzheimer
Alzheimer

Os casos de demência no Brasil podem triplicar até 2050. Em Maceió, dados da rede municipal de saúde apontam mais de 1,2 mil atendimentos relacionados ao Alzheimer e outras demências em menos de um ano. Com o envelhecimento acelerado da população, especialistas destacam a importância do planejamento antecipado de cuidados para preservar a autonomia de pessoas com Alzheimer e outras demências.

“O avanço das demências, especialmente da doença de Alzheimer, tornou-se um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Em um país onde o número de pessoas idosas cresce em razão do aumento da expectativa de vida e da redução das taxas de natalidade, intensifica também a preocupação com a capacidade dos sistemas de saúde e das próprias famílias de responder às complexas demandas de cuidado impostas por essas doenças”, comenta a doutoranda em Bioética e Direitos Humanos pela Universidade de Brasília, Nelma Melgaço.

Segundo a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 246 atendimentos ambulatoriais com CID-10 G30 (doença de Alzheimer) entre abril e dezembro de 2025. Já entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados mais 62 atendimentos na Atenção Primária. 

Considerando também os registros com CID-10 F00 (demência na doença de Alzheimer), os números são ainda mais expressivos: foram 737 atendimentos entre abril e dezembro de 2025 e outros 196 entre janeiro e março de 2026, todos na Atenção Primária.

Os dados evidenciam o papel estratégico da atenção básica no acompanhamento de pacientes com demência, especialmente nas fases iniciais da doença, quando o diagnóstico e o cuidado contínuo podem contribuir para melhor qualidade de vida.

No cenário nacional, dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer no Brasil. Os números correspondem a registros de atendimentos e internações, e não ao total de pessoas atendidas, já que um mesmo paciente pode utilizar o serviço mais de uma vez. Informações preliminares também apontam cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença no país.

O SUS oferece assistência gratuita e integral às pessoas com Alzheimer, com foco na estabilização do declínio cognitivo, na melhora da qualidade de vida e no acompanhamento contínuo de pacientes e cuidadores. O tratamento inclui medicamentos, além de terapias complementares, como estimulação cognitiva, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicossocial.


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