Decisão
Justiça mantém suspensa produção de ração após morte de cavalos
84 animais morreram após consumo de produtos da Nutratta
A Justiça Federal manteve a suspensão das atividades da Nutratta Nutrição Animal, investigada por suposta contaminação em rações para equinos. A decisão atende pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Em Alagoas, 84 cavalos da raça Mangalarga Marchador morreram após consumirem produtos da empresa no Haras Nova Alcateia, localizado na zona rural de Atalaia.
Segundo laudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, concluído em fevereiro, houve relação direta entre as mortes e substâncias tóxicas encontradas em lotes da ração produzida pela empresa.
Em todo o país, mais de 200 mortes de cavalos foram notificadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Alagoas.
A decisão da Vara Federal de Itumbiara, em Goiás, negou o pedido da empresa para retomar parcialmente a produção. O Ministério da Agricultura já havia determinado a suspensão total das atividades desde junho de 2025.
As investigações apontaram falhas nos controles de qualidade, rastreabilidade e higiene das instalações, além de risco de contaminação cruzada entre produtos destinados a diferentes espécies animais.
Ao analisar o caso, a Justiça considerou que a empresa não comprovou a eliminação dos riscos sanitários identificados. O entendimento foi de que a suspensão é necessária para proteger a saúde animal e o interesse público.



