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Medicamentos à base de tirzepatida sem procedência acende alerta

Médica nutróloga, Eline Soriano chama atenção para os perigos relacionados à falsificação
Por Assessoria 22/05/2026 - 09:10
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Divulgação
Mounjaro ficou muito popular recentemente
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A procura por medicamentos similares ao Mounjaro, à base de tirzepatida, tem acendido um alerta entre especialistas diante do aumento da comercialização irregular de ampolas sem procedência e sem aprovação dos órgãos reguladores. A facilidade de compra pela internet e redes sociais tem impulsionado um mercado clandestino que coloca em risco a saúde de pacientes em busca de emagrecimento rápido.

A médica nutróloga Dra. Eline Soriano alerta que o uso dessas substâncias sem controle pode provocar desde reações adversas até complicações graves causadas pela ausência de garantia sobre a composição e o armazenamento do produto.

“Hoje existe uma banalização muito grande do uso dessas medicações. Muitas pessoas compram ampolas sem saber a origem, sem prescrição e sem qualquer controle de qualidade. O paciente não tem garantia do que realmente está sendo aplicado”, destaca a especialista.

Segundo a médica, além da possibilidade de falsificação e adulteração, outro ponto crítico envolve o transporte inadequado dessas medicações, que necessitam de controle rigoroso de temperatura para manter estabilidade e eficácia.

“A tirzepatida é um medicamento sensível, que precisa ser transportado e armazenado corretamente. Quando esse processo não é respeitado, existe risco de perda da eficácia, contaminação e até alteração da substância. Em muitos casos, esses produtos chegam ao consumidor sem refrigeração adequada e sem qualquer segurança sanitária”, explica.

A preocupação também envolve a entrada de produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A comercialização irregular de canetas e ampolas importadas clandestinamente tem se tornado frequente, principalmente através de marketplaces e redes sociais.

“Estamos vendo medicamentos chegando ao Brasil sem aprovação da Anvisa, sem rastreabilidade e sem controle sanitário. Isso é extremamente grave porque o paciente fica vulnerável a produtos falsificados, contaminados ou manipulados sem critérios técnicos”, afirma Eline.

A especialista reforça que o uso indiscriminado da tirzepatida pode causar efeitos colaterais importantes, especialmente quando utilizado sem avaliação médica. Náuseas intensas, vômitos, desidratação, alterações gastrointestinais e complicações metabólicas estão entre os riscos associados ao uso inadequado.

“Não é uma medicação isenta de riscos. Existe indicação correta, dose adequada, necessidade de acompanhamento e avaliação individualizada. O uso por conta própria, motivado apenas por promessas de emagrecimento rápido, pode trazer consequências sérias para a saúde”, alerta.

A orientação dos especialistas é que pacientes procurem sempre acompanhamento médico e adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados, garantindo procedência, armazenamento adequado e segurança no tratamento.

Sobre a especialista 

Dra. Eline de Almeida Soriano é médica nutróloga, formada em Nutrologia pela USP e especialista titulada pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Atualmente é membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Federal de Medicina (CFM). Atuou por 19 anos como professora e coordenadora dos cursos de Nutrologia da ABRAN, em São Paulo. É professora universitária da disciplina de Nutrologia no CESMAC, além de professora e CEO da Inovanutro Educação Médica.

Com mais de 20 anos de experiência, tem atuação voltada ao emagrecimento, promoção do bem-estar e atende em seu consultório localizado na Rua Dr. José Afonso de Melo, 118, sala 305, no Harmony Trade Center, no bairro de Jatiúca, em Maceió. Mais informações em @draelinesoriano.

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