INVESTIGAÇÃO

PF cumpre mandados em Alagoas contra rede de garimpo ilegal na Amazônia

Investigação apura corrupção, vazamento de dados e lavagem de dinheiro
Por Assessoria 11/06/2026 - 20:35
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Divulgação/Polícia Federal
Operação da Polícia Federal teve alvos em Alagoas, Rondônia e Goiás
Operação da Polícia Federal teve alvos em Alagoas, Rondônia e Goiás

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 11, a Operação Âmbitus para investigar um esquema de vazamento de informações sigilosas que teria beneficiado atividades de garimpo ilegal na Amazônia. A ação cumpriu mandados judiciais em Alagoas, Rondônia e Goiás.

Ao todo, foram executados sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores que somam R$ 22 milhões.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de um grupo suspeito de corromper um servidor público para obter informações antecipadas sobre operações de fiscalização ambiental e ações policiais na região amazônica.


De acordo com os investigadores, os integrantes da organização criminosa recebiam dados sigilosos sobre fiscalizações, o que permitia a adoção de estratégias para dificultar a atuação dos órgãos de controle e garantir a continuidade das atividades ilegais.

Entre os alvos da investigação está um servidor público federal ocupante do cargo de policial federal. Ele é suspeito de repassar informações restritas em benefício do grupo investigado.

A apuração teve início a partir de elementos coletados em operações anteriores de combate ao garimpo ilegal na Amazônia. Os indícios apontam para a existência de uma estrutura organizada voltada ao favorecimento das atividades ilícitas.

Além dos possíveis crimes relacionados ao vazamento de informações, a Polícia Federal também investiga a prática de lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, empresas e outras estruturas teriam sido utilizadas para movimentar e ocultar recursos supostamente obtidos por meio das atividades criminosas.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um no esquema.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento da rede criminosa.


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