São Miguel dos Campos
Vídeo: adolescente com tatuagem nazista agride mulher trans em AL
Jovem de 16 anos foi apreendido; Polícia Civil investiga ligação com grupos de supremacia branca
Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta quinta-feira, 9, suspeito de agredir uma mulher trans de 43 anos em uma praça pública de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. Segundo a Polícia Civil, o jovem possui uma suástica tatuada no braço e é investigado por possível ligação com grupos de supremacia branca.
A agressão foi filmada e compartilhada nas redes sociais. Nas imagens, o adolescente aparece desferindo socos e chutes contra a vítima, enquanto um segundo rapaz registra toda a ação.
De acordo com a Polícia Civil, o adolescente foi autuado em flagrante por ato infracional análogo aos crimes de lesão corporal e discriminação.
Vítima acredita que foi atacada por ser trans
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher voltava para a casa da mãe, entre 22h e 23h, quando foi surpreendida pelo agressor, que colocou o capuz do casaco antes de iniciar as agressões.
Ela sofreu lesões nos braços e nos joelhos e afirmou acreditar que foi agredida por causa de sua identidade de gênero. A vítima também relatou que o adolescente já teria perseguido outras pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.
O delegado Bruno Fernandes, responsável pela investigação na 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), informou que o adolescente já possui registros anteriores por atos de violência.
Além da tatuagem com uma suástica, a polícia identificou indícios de que o jovem participava de grupos de ideologia nazista e publicava conteúdos relacionados ao tema nas redes sociais. O celular dele foi apreendido e será periciado.
O rapaz que filmou as agressões também prestou depoimento. À polícia, ele afirmou que não sabia que o colega atacaria a vítima.
Em nota, a Secretaria Municipal da Mulher e dos Direitos Humanos de São Miguel dos Campos repudiou o episódio e afirmou que "nada justifica qualquer ato de agressão ou violência, especialmente contra pessoas em situação de vulnerabilidade". A pasta também cobrou a responsabilização dos envolvidos.



