As ações da Braskem (BRKM5) registraram forte oscilação em dois pregões consecutivos da Bolsa de Valores, acompanhando as mudanças no mercado internacional de petróleo após novos desdobramentos no Oriente Médio. Na segunda-feira, 13, os papéis da petroquímica encerraram o dia com alta de 4,68%, o maior avanço entre as empresas do Ibovespa.
O movimento ocorreu após a escalada das tensões na região do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O cenário também impulsionou o preço do Brent, referência internacional do petróleo, que chegou a subir 9% durante o pregão.
Segundo informações divulgadas no mercado, o Irã voltou a restringir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, enquanto embarcações comerciais e navios petroleiros foram atingidos por mísseis. Os Estados Unidos informaram que pretendem assumir o controle da passagem e cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pela região.
No pregão seguinte, na terça-feira, 14, o comportamento das ações da Braskem se inverteu. Mesmo com o Brent permanecendo em patamar elevado, os papéis da companhia registraram queda de 2,31%, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa.
A valorização do petróleo influencia diretamente o setor petroquímico. Com uma oferta menor da commodity no mercado internacional, também diminui a disponibilidade de matérias-primas utilizadas na produção de resinas e outros derivados petroquímicos. Esse cenário tende a elevar os preços desses produtos, o que pode ampliar a receita de empresas como a Braskem.
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