São Paulo
Greve da CPTM é confirmada e afeta linhas 11, 12 e 13 nesta terça-feira
Paralisação foi aprovada em assembleia e começa à meia-noite
Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) confirmaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira, 3, a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A paralisação terá início à 0h desta terça-feira, 4.
A decisão foi aprovada pelos ferroviários representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), após uma reunião com o Governo de São Paulo terminar sem acordo. Segundo as lideranças da categoria, não houve avanço nas negociações sobre a transição das linhas para a iniciativa privada.
O sindicato afirma que busca garantias para a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas dos ferroviários durante a transferência da operação das linhas para a concessionária Trivia Trens. Na semana passada, os trabalhadores já haviam aprovado um indicativo de greve caso não houvesse acordo com o governo estadual.
A paralisação atinge apenas as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que fazem parte do processo de concessão à iniciativa privada. As demais linhas da CPTM como a 7-Rubi e 10-Turquesa, além das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, do Metrô e do monotrilho, devem operar normalmente nesta terça-feira.
Em greves anteriores, a interrupção do transporte ferroviário reduziu o fluxo de consumidores, dificultou o deslocamento de trabalhadores e afetou o funcionamento de empresas e do comércio. Durante a greve de outubro de 2023, que paralisou as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, além da Linha 10-Turquesa da CPTM, o Governo de São Paulo estimou que cerca de 4,6 milhões de passageiros foram afetados e calculou prejuízos superiores a R$ 60 milhões para o comércio, reflexo da queda na circulação de consumidores e das dificuldades de deslocamento.
Os impactos também costumam atingir o setor produtivo. Empresas enfrentam atrasos de funcionários, aumento dos custos logísticos e queda na produtividade, enquanto muitos trabalhadores precisam recorrer a aplicativos de transporte, ônibus e veículos particulares, pressionando ainda mais o trânsito da capital.
Passageiros que utilizam as linhas afetadas devem buscar rotas alternativas durante a paralisação. Até o momento, o Governo de São Paulo informou apenas que as negociações com a categoria não chegaram a um consenso.



