Saúde

Debate sobre vacina contra a Covid-19 ressurge nas redes sociais

Médico Anthony Fauci foi questionado no Senado dos EUA sobre pesquisas na China
Arquivo Agência Brasil
Teste de Covid-19
Teste de Covid-19

Mais de seis anos após o início da pandemia de Covid-19, o debate sobre a origem do coronavírus voltou a ganhar força nas redes sociais após uma audiência realizada na última quarta-feira, 29, no Senado dos Estados Unidos. O médico Anthony Fauci, que liderou a resposta do país à crise sanitária, foi questionado por parlamentares republicanos sobre pesquisas com coronavírus na China, a hipótese de vazamento do vírus de um laboratório em Wuhan e decisões adotadas pelo governo americano durante a pandemia.

Durante a sessão, Fauci invocou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos e se recusou a responder a mais de cem perguntas. Na ocasião, o senador Rand Paul apresentou mais de mil páginas de um diário pessoal do médico, afirmando que os registros privados divergem das declarações públicas feitas por Fauci ao longo da pandemia.

Entre os trechos divulgados, Fauci escreveu, em janeiro de 2020, que o mercado de Wuhan teria funcionado como um "amplificador" da transmissão, mas não necessariamente como a origem do vírus. Em outra anotação, feita mais de um ano depois, ele afirmou que ninguém poderia ter "100% de certeza" sobre a origem da Covid-19 e defendeu uma investigação aprofundada sobre o caso.

A audiência reacendeu discussões antigas sobre a hipótese de vazamento laboratorial. O FBI afirmou, em 2023, que essa seria a origem mais provável da pandemia. Em 2025, a CIA também passou a considerar essa hipótese como a mais provável, mas com baixo grau de confiança. Por outro lado, outras agências de inteligência dos Estados Unidos continuam avaliando que o vírus provavelmente surgiu por transmissão natural entre animais e humanos.

No meio científico, ainda não existe consenso definitivo. Estudos publicados na revista Science apontam que um mercado de animais em Wuhan pode ter sido o local onde ocorreu a transmissão inicial para humanos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório divulgado em 2021, considerou a hipótese de um acidente em laboratório "extremamente improvável", embora reconheça que a origem do vírus segue sem uma conclusão definitiva.


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