CASO MASTER

Iprev aplicou R$ 97 milhões no Banco Master, aponta PF

Investimentos foram feitos em duas operações entre 2023 e 2024
Ascom/Iprev
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A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira, 10, mandados de busca e apreensão no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev/Maceió) para apurar a aplicação de R$ 97 milhões em Letras Financeiras subordinadas emitidas pelo Banco Master S.A. A investigação, segundo a PF, já resultou em autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para buscas e apreensões e bloqueio de bens de investigados.

Do total, R$ 80 milhões foram aplicados em dezembro de 2023 e R$ 17 milhões em maio de 2024. Os recursos foram destinados a Letras Financeiras subordinadas, que colocam o investidor em posição posterior a outros credores em caso de dificuldades financeiras da instituição emissora.

Segundo auditoria do Ministério da Previdência Social citada pela PF, a política de investimentos do Iprev previa exposição de 0% a ativos de emissão bancária em 2023. Para 2024, o limite estabelecido era de 5%. De acordo com a auditoria, os investimentos em ativos bancários chegaram a cerca de 20% dos recursos do regime próprio.

“A investigação tem como objeto duas aplicações realizadas nos anos de 2023 e 2024, que totalizaram R$ 97 milhões, e busca esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos”, informou a Polícia Federal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores de seis pessoas investigadas, até o limite de R$ 97 milhões. Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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