RECURSOS
Desembargador de Alagoas questiona penduricalhos após saldo de R$ 96
Lamentação foi feita nas redes sociais do desembargador
O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), publicou nas redes sociais, na quinta-feira, 20, um registro do saldo de R$ 96,10 em sua conta bancária ao final do mês. Na publicação, ele utilizou o valor para questionar os chamados “penduricalhos” recebidos por integrantes do Judiciário no país.
Márcio Roberto ocupa uma vaga destinada ao Ministério Público e tomou posse como desembargador há cerca de dois anos. Segundo o material publicado pelo magistrado, ele já vinha questionando os recursos recebidos por membros do Judiciário.
Em janeiro deste ano, o desembargador chegou a anunciar que pediria aposentadoria da cúpula do Judiciário alagoano. Na ocasião, também utilizou a expressão “pobres semideuses” ao se referir a integrantes da Corte.
Após o anúncio, Márcio Roberto voltou atrás na decisão e permaneceu no Tribunal de Justiça de Alagoas. Nesta quinta-feira, 20, ele retomou o questionamento sobre os valores recebidos por integrantes do Judiciário em uma publicação nas redes sociais. Veja texto publicado na íntegra:
O CUSTO DA CORAGEM E O SALDO DO FIM DO MÊS
''A propósito, sobre os chamados e decantados “penduricalhos”, sequer tenho conhecimento de onde estavam eles. Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira.
Amanhã, dia 20/08, como é público, notório e frequentemente divulgado com alarde pela mídia – quase sempre com aquele tom crítico, malicioso e inconsistente que busca generalizar e desmerecer a aguerrida Justiça brasileira e seus incansáveis magistrados -, irei receber o meu merecido salário, pois sou desembargador do TJAL. Um ganho que é fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra.
Aproveitando que finalmente consegui um momento de repouso, decidi acessar minha conta-salário no BRB — instituição financeira que administra nossas contas em Alagoas —, para conferir a situação.
O resultado? Cheguei ao fim do mês “de boa”, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com as graças de Deus''.




