INVESTIGAÇÃO
PM de Alagoas filmado com cocaína diz ter estresse pós-traumático e vício
Policial afirmou que vídeo que circula nas redes sociais foi gravado em 2025
O cabo da Polícia Militar de Alagoas filmado usando uma substância semelhante à cocaína da nádega de uma mulher afirmou, em depoimento, que desenvolveu estresse pós-traumático após experiências vividas durante o serviço operacional e passou a enfrentar problemas relacionados ao uso de álcool e drogas.
O policial foi preso em flagrante na quarta-feira, 19, após o vídeo repercutir nas redes sociais, e está em prisão domiciliar.
Segundo o depoimento, o militar relatou que chegou a ser baleado durante uma ocorrência, quando teria agido em legítima defesa de terceiros. Em razão dos ferimentos, precisou passar por uma cirurgia.
O policial afirmou que, após o episódio, enfrentou complicações relacionadas ao procedimento médico e dificuldades para conseguir atestados. Ele também relatou ter sido transferido constantemente entre unidades, o que o obrigava a trabalhar longe de onde morava.
De acordo com o cabo, a combinação desses fatores contribuiu para o surgimento de dificuldades financeiras. Ele disse ainda que, nesse período, passou a frequentar ambientes e conviver com pessoas que, segundo seu relato, o teriam levado ao consumo de álcool e drogas.
O militar afirmou que reconheceu o problema e procurou tratamento. Segundo ele, a tentativa não apresentou evolução e, posteriormente, passou quatro meses internado em uma clínica de reabilitação.
Vídeo foi gravado em 2025
Sobre as imagens que motivaram a prisão, o policial afirmou que o vídeo foi gravado em 2025, cerca de uma semana antes de sua internação em uma clínica de reabilitação.
Na gravação, o militar aparece com uma mulher seminua e usando uma substância semelhante à cocaína. A arma de fogo que aparece nas imagens também chamou atenção: ela está presa à roupa íntima da mulher.
O conteúdo passou a circular nas redes sociais e levou à prisão em flagrante do policial. Desde então, ele permanece em prisão domiciliar.
Segundo as informações divulgadas, o militar também está recolhido no Quartel da Polícia Militar por determinação da corporação. A medida tem prazo de 72 horas, contado a partir de quarta-feira, 19, e foi adotada com o objetivo de preservar a disciplina e o decoro da instituição.



