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Projeto prevê atendimento educacional para crianças com câncer em Maceió

Proposta de Jeannyne Beltrão recebeu parecer favorável na Comissão de Saúde
Câmara de Maceió
Sede da Câmara de Vereadores de Maceió
Sede da Câmara de Vereadores de Maceió

Crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer em Maceió poderão ter direito a atendimento educacional especializado durante o período em que estiverem afastados da escola. A proposta consta no Projeto de Lei nº 590/2025, de autoria da vereadora Jeannyne Beltrão (PL), que recebeu parecer favorável da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Assistência Social da Câmara Municipal de Maceió.

A manifestação da comissão foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira, 1º de setembro. O parecer é de relatoria da vereadora Silvania Barbosa e recomenda a aprovação da matéria. O projeto estabelece a oferta de atendimento educacional para crianças e adolescentes matriculados em instituições de ensino de Maceió que estejam em tratamento oncológico em unidades hospitalares do município.

A intenção é permitir que esses estudantes mantenham o processo de aprendizagem durante internações ou tratamentos prolongados, reduzindo os prejuízos provocados pelo afastamento da rotina escolar.

Antes de chegar à Comissão de Saúde, o projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça, que considerou a proposta constitucional, legal e juridicamente adequada. Foram apresentadas, no entanto, emendas para delimitar responsabilidades entre as redes pública e privada e ajustar o trecho relacionado à regulamentação da futura lei.

A matéria também recebeu manifestação favorável da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esporte. No parecer publicado nesta terça-feira, a Comissão de Saúde destaca que crianças e adolescentes submetidos a tratamento oncológico podem permanecer afastados da escola por longos períodos devido à doença e às terapias. Segundo o documento, esse afastamento pode trazer consequências para a aprendizagem, a saúde mental e o desenvolvimento social dos estudantes.

A comissão considera que a manutenção do vínculo com a educação durante o tratamento pode funcionar como suporte emocional, além de contribuir para preservar a rotina social e a autoestima das crianças e adolescentes. O parecer também aponta que a iniciativa busca aproximar as áreas de saúde, educação e assistência social, estimulando a integração entre hospitais, escolas e famílias durante o acompanhamento do estudante.

A relatora Silvania Barbosa votou pela aprovação do Projeto de Lei nº 590/2025. O parecer recebeu ainda votos favoráveis dos vereadores Dra. Fátima Santiago, Samyr Malta e Marcelo Palmeira.

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