ELEIÇÕES 2026

TSE diz não haver indicativo de interferência estrangeira nas eleições

afirmou que relatórios de inteligência não apontam risco de interferência internacional
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ministro Kassio Nunes
Ministro Kassio Nunes

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4, que não há indicativo concreto de interferência internacional nas eleições brasileiras. Segundo ele, os relatórios das equipes que monitoram riscos não apontam ameaças relacionadas à votação.

“Até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou Nunes Marques durante entrevista na sede do TSE.

O ministro também disse que não recebeu relatórios da Polícia Federal (PF) ou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que indiquem riscos de interferência estrangeira. Segundo ele, os levantamentos também não apontam riscos relacionados ao crime organizado ou a ameaças de atentados.

A declaração ocorreu após decisões de representações diplomáticas de interromper serviços ou emitir alertas de segurança para cidadãos às vésperas das eleições. Na sexta-feira, 2, os Estados Unidos fecharam as embaixadas e consulados no Brasil. A Austrália também suspendeu as atividades presenciais na capital federal.

Reino Unido, Irlanda e Alemanha emitiram alertas de segurança para cidadãos em território brasileiro. Questionado sobre as medidas, Nunes Marques afirmou que a suspensão de atividades diplomáticas pode ocorrer em períodos de acirramento, mas disse que os monitoramentos realizados no Brasil não identificaram riscos.

Sobre o andamento da votação, o presidente do TSE afirmou que as eleições transcorrem normalmente nas seções eleitorais. Segundo ele, até o momento, 0,2% das urnas eletrônicas do país haviam sido substituídas.


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