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Consea aponta aumento de baixo peso e obesidade em unidades de acolhimento

Prefeitura prevê revisão de cardápios e acompanhamento contínuo
Divulgação
Avaliação aponta aumento de baixo peso e obesidade em unidades de acolhimento de Maceió
Avaliação aponta aumento de baixo peso e obesidade em unidades de acolhimento de Maceió

Uma avaliação nutricional realizada em unidades de acolhimento vinculadas à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) identificou aumento de casos de baixo peso, sobrepeso e obesidade entre pessoas acolhidas em Maceió. Os dados constam na ata do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 7. 

O diagnóstico comparou duas avaliações antropométricas realizadas nas unidades Casa Lar, Acolher, Luzinete e em outras estruturas municipais, incluindo Rubens Colaço. Os resultados mostram situações distintas entre os equipamentos e levaram o próprio Conselho a apontar a necessidade de acompanhamento e intervenções específicas.

Na Casa Lar, a primeira avaliação considerou dez dos 12 acolhidos. Na ocasião, 8,33% estavam com baixo peso, 41,70% dentro da classificação de eutrofia — considerada adequada — e 50% apresentavam sobrepeso ou obesidade. Na segunda avaliação, com os 14 acolhidos examinados, o percentual de baixo peso subiu para 28,60%, enquanto 35,70% estavam eutróficos e 35,70% apresentavam sobrepeso ou obesidade.

A Unidade Acolher também apresentou alteração significativa. Na primeira avaliação, 15,38% dos 13 acolhidos estavam com baixo peso, 69,23% apresentavam condição nutricional considerada adequada e 15,38% estavam com sobrepeso. Na segunda medição, realizada com 14 pessoas, o percentual de baixo peso aumentou para 28,60%, enquanto a eutrofia caiu para 35,70% e o sobrepeso chegou a 35,70%. 

O documento destaca especificamente a situação da Acolher, apontando que a queda da eutrofia de 69,23% para 35,70% e o aumento do baixo peso de 15,38% para 28,60% indicam a necessidade de intensificar o acompanhamento nutricional. 

Na Unidade Luzinete, o alerta está relacionado ao excesso de peso. Não foram registrados casos de baixo peso nas duas avaliações, mas o percentual de acolhidos com sobrepeso ou obesidade passou de 33,33% para 57,14%. Ao mesmo tempo, a parcela considerada eutrófica caiu de 66,66% para 42,85%. O relatório aponta necessidade de ações de vigilância alimentar e nutricional e de promoção de alimentação adequada e saudável. 

Nas demais unidades avaliadas, incluindo Rubens Colaço, não houve registro de baixo peso. Na primeira avaliação, 83,33% estavam eutróficos e 16,67% apresentavam sobrepeso ou obesidade. Na segunda, os percentuais ficaram em 81,25% e 18,75%, respectivamente.

Diante dos resultados, foram apresentadas medidas divididas em quatro eixos. Entre elas estão acompanhamento nutricional contínuo, revisão dos cardápios, prioridade para alimentos in natura ou minimamente processados, redução de açúcares, embutidos e ultraprocessados, capacitação das equipes e fiscalização das condições de armazenamento e preparo dos alimentos. 

Também foi estabelecido fluxo para encaminhamento à rede de saúde de situações que exijam atendimento especializado, como desnutrição, obesidade grave, transtornos alimentares, dificuldades de deglutição, alergias, intolerâncias e doenças metabólicas.

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