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MP aprova diretriz para fiscalizar uso de plataformas digitais nas escolas

Reunião presidida pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, também discutiu educação inclusiva
Assessoria
PGJ Lean Araújo preside reunião da COPEDUC em Brasília para discutir diretrizes da educação nacional
PGJ Lean Araújo preside reunião da COPEDUC em Brasília para discutir diretrizes da educação nacional

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Lean Araújo, presidiu, nesta terça-feira, 20, em Brasília, uma reunião da Comissão Permanente de Educação (COPEDUC), vinculada ao Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH). O encontro reuniu representantes dos Ministérios Públicos estaduais e da União para discutir diretrizes nacionais de fiscalização e proteção dos direitos dos estudantes.

Um dos principais temas foi o avanço das plataformas digitais no ambiente escolar. Durante a reunião, foi aprovado o Enunciado nº 01/COPEDUC, que orienta a atuação do Ministério Público na fiscalização dessas ferramentas, com atenção à proteção de dados pessoais, à transparência, à gestão democrática e à autonomia pedagógica das escolas.

A preocupação também envolve a dependência excessiva de tecnologias digitais e seus possíveis impactos sobre a organização do ensino e a definição dos conteúdos curriculares.

“Precisamos acompanhar as transformações que chegam às escolas, como o uso das plataformas digitais, sem perder de vista a qualidade do ensino, a proteção dos estudantes e o compromisso com uma educação inclusiva e democrática”, destacou Lean Araújo.

O encontro contou com especialistas e representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), da Universidade de Brasília (UnB) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Outra deliberação foi a aprovação, por unanimidade, da Nota Técnica nº 01, que trata das garantias educacionais para estudantes com altas habilidades ou superdotação. O tema também foi discutido com representantes do Ministério da Educação (MEC).

Os integrantes da comissão aprovaram ainda o Enunciado nº 02, que recomenda priorizar soluções coletivas quando reclamações individuais revelarem problemas estruturais nas redes de ensino.

A reunião também estabeleceu diretrizes para fiscalizar a formação inicial e continuada de profissionais da educação voltada ao ensino inclusivo, em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso.

O promotor de Justiça Lucas Sachsida, coordenador do Núcleo da Educação do Ministério Público de Alagoas e secretário da COPEDUC, destacou a necessidade de identificar problemas que ultrapassam casos individuais e comprometem o direito à educação.

As propostas aprovadas serão encaminhadas à plenária do Grupo Nacional de Direitos Humanos e, posteriormente, submetidas à apreciação do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).

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