Alimentação Escolar

Rede municipal serve mais de 200 mil refeições por dia

“A alimentação escolar é a própria aula”, destaca coordenadora de Nutrição da Semed
Semed
Unidades de ensino municipais oferecem refeições elaboradas de acordo com as necessidades nutricionais dos estudantes
Unidades de ensino municipais oferecem refeições elaboradas de acordo com as necessidades nutricionais dos estudantes

A alimentação escolar vai além de garantir refeições aos estudantes. Nas unidades de ensino da rede pública de Maceió, a iniciativa também contribui para a aprendizagem, o desenvolvimento infantil, a prevenção de doenças e a valorização da cultura alimentar regional.

Nesta quarta-feira, 21, Dia Nacional da Alimentação Escolar, a Secretaria de Educação de Maceió (Semed) destaca o papel da nutrição na formação dos estudantes e na promoção da segurança alimentar.

Todos os dias são servidas 227.300 refeições na rede pública municipal, contemplando todas as modalidades de ensino, do berçário à Educação de Jovens, Adultos e Idosos, conhecida como Ejai.

A quantidade e a distribuição das refeições também levam em conta o tempo de permanência dos estudantes nas unidades escolares. Nas modalidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental em tempo integral, por exemplo, são oferecidas cinco refeições ao longo do dia: desjejum, lanche, almoço, lanche e jantar. A oferta visa atender às necessidades nutricionais dos estudantes durante o período em que permanecem na escola.

A coordenadora de Nutrição e Segurança Alimentar da Semed, Ana Denise Gouvêa, explica que uma alimentação adequada favorece a concentração e a memória, contribuindo para que os estudantes acompanhem as atividades em sala de aula.

Segundo ela, a ausência do café da manhã pode provocar uma queda de 30% na atenção e na memória, enquanto a deficiência de nutrientes, como o ferro presente nas carnes, pode favorecer a anemia e causar cansaço.

Educação alimentar


Na rede pública municipal de ensino, os cardápios são elaborados com alimentos in natura e minimamente processados, considerando as necessidades nutricionais de cada faixa etária e modalidade de ensino. A proposta também valoriza a cultura regional.

“Cada prato servido em nossas escolas gera renda para o agricultor familiar de Maceió e de Alagoas. Ensinamos nossos estudantes a valorizar a comida regional, como o inhame, a macaxeira, o caju e a manga.”, destaca Ana Denise.

A coordenadora ressalta, ainda, que a alimentação escolar tem uma função educativa. “A alimentação escolar não é um intervalo, é uma importante aula, é a primeira matéria do dia: aprender a se alimentar, a ouvir, a respeitar o corpo e a valorizar a nossa terra, ela garante a segurança alimentar em Maceió”, enfatiza.

Futuro saudável

Para a especialista, o cuidado com a alimentação também envolve a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade e diabetes, além da adaptação dos cardápios para estudantes com necessidades alimentares específicas.

Ana Denise também ressalta que na Educação Infantil, que atende crianças desde os primeiros meses de vida até os 5 anos de idade, a atenção à qualidade nutricional é especialmente importante durante a chamada janela dos mil dias, período decisivo para o crescimento, o desenvolvimento e a formação da imunidade, com impactos na saúde ao longo da vida. No Ensino Fundamental, as refeições contribuem para atender à demanda de nutrientes durante a fase de crescimento, incluindo cálcio e proteínas.

“Na nossa rede, todos os cardápios das diversas modalidades são elaborados com alimentos que atendem às necessidades nutricionais de cada modalidade, desde o berçário, passando pela Educação Infantil e pelo Ensino Fundamental, até a Ejai”, conclui a coordenadora.



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