ECONOMIA

Carnes começam a baixar de preço nos supermercados dando alívio ao bolso

Estudo da Fipe aponta recuo no preço de alimentos em junho
Divulgação
Tendência de queda nos preços está ligada ao aumento da oferta no campo, com boas safras e melhora nas condições climáticas
Tendência de queda nos preços está ligada ao aumento da oferta no campo, com boas safras e melhora nas condições climáticas

Os preços dos alimentos, incluindo as carnes, começaram a cair nos supermercados. A informação é do estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), divulgado  há três dias, que apontou a primeira deflação mensal nos alimentos em dez meses, aliviando o orçamento das famílias após meses de alta.

A tendência de queda está ligada ao aumento da oferta no campo, com boas safras e melhora nas condições climáticas, o que tem contribuído para baixar os preços no varejo.

Entre os destaques da queda estão as carnes, com destaque para: frango e pescado: recuo de 2%; carne suína: queda de 1% e carne bovina com redução de 0,75%.

O estudo também aponta que outros alimentos essenciais na mesa do brasileiro ficaram igualmente mais acessíveis. É o caso do arroz (queda de 2,4% em junho e acumulado de 15% no ano; feijão (recuo de 0,7% no mês); ovos, que foi vilão do orçamento doméstico este ano (redução de 6% após meses de alta); leite (caiu 1,6% no varejo), além de batata, cebola e verduras, que apresentaram recuo nos preços de 4% em média nos produtos in natura.

O óleo de soja, que vinha liderando as quedas no semestre com recuo acumulado de 11%, teve redução menor em junho (0,9%), o que pode indicar uma estabilidade nos próximos meses. Apesar da tendência de alívio, o café em pó continua pressionando os preços. 

Mesmo com desaceleração na alta — 2,47% em junho, contra média de 7% nos meses anteriores —, o consumidor ainda paga 86,5% a mais que há um ano. Com o avanço da colheita, porém, a expectativa é de que os preços comecem a recuar.


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