ECONOMIA

Teto do INSS sobe para R$ 8.475; veja como ficam os valores dos benefícios

Correção vale para quem ganhava acima do mínimo e já recebia em janeiro
Por Redação 12/01/2026 - 18:37
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INSS
Portaria publicada no Diário Oficial definiu novos valores pagos pela Previdência
Portaria publicada no Diário Oficial definiu novos valores pagos pela Previdência

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% nos benefícios. Com a correção, o teto previdenciário passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.

O aumento foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e oficializado por meio de portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira, 12, no Diário Oficial da União (DOU). O INPC é o indicador usado para corrigir os benefícios acima do piso nacional.

Apesar do reajuste, a correção ficou abaixo da inflação oficial do país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%, o que indica perda de poder de compra para esse grupo de segurados.

O reajuste integral de 3,90% será aplicado apenas a quem já recebia aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro. Para os beneficiários que passaram a receber a partir de fevereiro de 2025, a correção será proporcional ao número de meses pagos. Quanto mais recente a concessão, menor o percentual aplicado.

Veja abaixo os percentuais: 

  • Janeiro: 3,90% 
  • Fevereiro: 3,90% 
  • Março: 2,38%
  • Abril: 1,86% 
  • Maio: 1,38% 
  • Junho: 1,02% 
  • Julho: 0,79% 
  • Agosto: 0,58% 
  • Setembro: 0,79% 
  • Outubro: 0,27% 
  • Novembro: 0,24% 
  • Dezembro: 0,21%

Os índices variam de 3,90% para benefícios concedidos em janeiro e fevereiro até 0,21% para aqueles iniciados em dezembro. Já os segurados que recebem um salário mínimo têm reajuste automático, acompanhando o piso nacional, que passou a ser de R$ 1.621 a partir de quarta-feira, 1º.

O INPC acumulou alta de 3,90% em 2025, resultado inferior ao registrado em 2024. O índice é calculado pelo IBGE e reflete a variação de preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos, sendo utilizado desde 2003 como base para o reajuste dos benefícios previdenciários acima do mínimo.

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