SAÚDE

Câncer de pênis leva à amputação em quase 3 mil homens no Brasil

Higiene, vacina contra HPV e diagnóstico precoce reduzem risco da doença
Por Redação 07/02/2026 - 13:03
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Divulgação
Doença é causada por falta de higiene e HPV
Doença é causada por falta de higiene e HPV

Mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em consequência do câncer de pênis. No mesmo período, a doença provocou mais de 2,3 mil mortes, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Considerado um tumor raro, o câncer de pênis pode ser evitado com medidas simples, como higiene adequada da região íntima, vacinação contra o HPV e, em alguns casos, a realização da postectomia, cirurgia para retirada do prepúcio.

Segundo o oncologista Ariê Carneiro, do Hospital Israelita Albert Einstein, a doença está diretamente ligada aos cuidados com a higiene.


“O câncer de pênis é um tumor totalmente evitável, muito ligado às condições de higiene. É preciso ensinar desde cedo os meninos a como lavar e seguir uma boa higiene na vida adulta”, afirma.

Prevenção passa por hábitos simples


De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a falta de limpeza adequada favorece o acúmulo de urina sob o prepúcio, o que pode provocar inflamações e alterações no tecido.

Especialistas apontam quatro medidas principais para prevenir a doença:

- Higienizar o pênis diariamente com água e sabão, puxando o prepúcio para limpar a glande, especialmente após relações sexuais;

- Tomar a vacina contra o HPV, disponível gratuitamente no SUS para públicos específicos e na rede privada para todas as idades;

- Realizar a postectomia quando o prepúcio dificulta a limpeza correta;

- Usar preservativo para evitar infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV.

Atenção aos sinais de alerta

A incidência do câncer de pênis aumenta com a idade e atinge principalmente homens entre 50 e 70 anos. No entanto, especialistas alertam que pessoas de todas as faixas etárias devem observar possíveis alterações.

Entre os principais sintomas estão:


feridas que não cicatrizam;

verrugas ou caroços persistentes;

secreção com odor forte sob o prepúcio;

áreas endurecidas ou avermelhadas;

sangramentos na glande;

coceira persistente.

Ao identificar qualquer um desses sinais, é fundamental procurar atendimento médico.

Diagnóstico precoce evita mutilação


De acordo com os médicos, a maioria dos casos diagnosticados no início pode ser tratada sem a necessidade de amputação total. Nessas situações, é possível retirar apenas o tumor e preservar o órgão.

“O homem precisa adotar o hábito do autoexame, observar o pênis, puxar a pele e verificar se há alguma alteração”, orienta o especialista.

A detecção precoce, aliada à prevenção, é considerada essencial para reduzir os casos graves e evitar procedimentos mutilantes.

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