Operação policial

Piloto suspeito de chefiar rede de abuso infantil levava crianças a motéis

Polícia Civil de SP aponta uso de RGs falsos e exploração organizada
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 09/02/2026 - 19:45
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Reprodução
Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil
Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira, 9, no Aeroporto de Congonhas, o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, suspeito de liderar uma rede de exploração sexual infantil. Ele foi detido dentro da cabine de uma aeronave que partiria para o Rio de Janeiro.

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o investigado levava crianças a motéis utilizando documentos de identidade falsos com dados de adultos. A apuração indica que ele seria o principal articulador do esquema.

“Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava. Uma das vítimas está toda machucada, ele bateu nela na semana passada em um motel”, afirmou.

Entre os casos investigados estão três irmãs; a avó delas foi presa temporariamente. Uma das vítimas teria sido abusada desde os 8 anos. “Uma delas ele começou a abusar com oito anos, hoje ela está com 12 e 13 anos”, afirmou Ivalda. Outra vítima, segundo a investigação, acabou de completar 18 anos.

A operação, chamada “Apertem os Cintos”, apura crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual de criança e adolescente e favorecimento da prostituição. Os investigadores afirmam haver indícios de atuação organizada, com divisão de funções entre os envolvidos.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana, onde o suspeito mora. A polícia aponta que os crimes podem ter ocorrido por pelo menos oito anos.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna, repudiou qualquer ação criminosa e declarou estar à disposição das autoridades. O voo que seria comandado pelo piloto ocorreu normalmente, segundo a companhia.


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