ECONOMIA

Declaração de Imposto de Renda: entenda como vai funcionar o "cashback"

Pagamento automático será feito em julho para quem tinha restituição
Por Redação 16/03/2026 - 21:16
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Foto: Luciano Luppa/Adobe Stock
 Receita estima pagar cerca de R$ 500 milhões em restituições automáticas
Receita estima pagar cerca de R$ 500 milhões em restituições automáticas

A Receita Federal informou que cerca de 4 milhões de contribuintes poderão receber uma espécie de “cashback” do Imposto de Renda em 2026. O pagamento será feito automaticamente para pessoas que tinham direito à restituição, mas não entregaram a declaração em 2025 porque não eram obrigadas.

O anúncio foi feito na segunda-feira, 16, pelo secretário da Receita, Robinson Barreirinhas.

Segundo o órgão, o benefício será direcionado a contribuintes que tiveram imposto retido na fonte em 2024, mas não atingiram os critérios de obrigatoriedade para declarar o imposto no ano seguinte.


Nesses casos, normalmente o contribuinte perderia o direito à restituição por não ter enviado a declaração.

De acordo com a Receita, os valores serão depositados automaticamente em 15 de julho, em um lote específico de restituição.

A previsão é que o lote some cerca de R$ 500 milhões. O valor médio da restituição será de aproximadamente R$ 125, podendo chegar a R$ 1 mil por contribuinte.

Para receber o pagamento, será necessário ter CPF regular e chave PIX cadastrada no sistema do Banco Central do Brasil.

Caso o contribuinte não tenha chave PIX registrada, a orientação é fazer a declaração normalmente para garantir a restituição.

Segundo a Receita, a situação pode ocorrer, por exemplo, quando um trabalhador teve imposto retido no início de 2024, mas depois ficou desempregado e não obteve renda suficiente para ser obrigado a declarar o imposto.

“Muita gente tem direito à restituição e nem sabe. Um trabalhador de renda menor pode ter tido retenção e acabar não recebendo o valor”, afirmou Barreirinhas.

A entrega da declaração do Imposto de Renda de 2026 começará no domingo, 23 de março, e seguirá até 29 de maio.

Segundo a Receita Federal, mudanças recentes na faixa de isenção do imposto não terão impacto nesta declaração, porque o ajuste anual considera rendimentos recebidos no ano anterior, conhecido como ano-base.

Assim, a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil deverá produzir efeitos apenas nas declarações feitas em 2027.


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