Política

Alfredo Gaspar pede prisão de Lulinha por ter deixado o país

Alfredo Gaspar, que se filiou ao PL, diz que medida evita risco à aplicação da lei
Por Redação 27/03/2026 - 15:30
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Divulgação
Ao lado de Flávio Bolsonaro, relator da CPMI do INSS se filia ao PL
Ao lado de Flávio Bolsonaro, relator da CPMI do INSS se filia ao PL

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O pedido consta no relatório final da comissão, que será votado ainda nesta sexta-feira, 27. O relator, viu "risco de fuga", segundo o documento, após o empresário sair do Brasil durante operação da Polícia Federal. O texto preparado por Alfredo Gaspar tem mais de 4 mil páginas e está sendo lido na CPMI para votação em seguida. A informação é do UOL.

O relator pede a prisão de Lulinha por risco à aplicação da lei. Ele solicita que a Advocacia do Senado represente à Justiça pela decretação da prisão preventiva, sob argumento de "indícios concretos de evasão" que comprometeriam a aplicação da lei penal.

Lulinha, que é empresário mora na Espanha desde 2025. Segundo o relatório, ele deixou o Brasil com destino à Espanha durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em abril do ano passado. 

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse ao UOL que "não há nenhum tipo de impedimento para que ele volte ao país onde hoje, atualmente, ele trabalha, educa e cria seus filhos". O empresário esteve no Brasil entre dezembro e janeiro deste ano, após portanto a ocasião citada pelo relator da CPMI. "Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão [de possível fuga]", afirmou o defensor.

Alfredo Gaspar, que deixou neste mês o União Brasil e se filiou ontem ao PL, a convite do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República e o principal oponente de Lula na disputa, afirma que Lulinha integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas no contexto das fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.

Para o relator, Lulinha tem ligação com o "Careca do INSS", o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, descrito como líder da organização criminosa, e afirma que o empresário "integrou a organização criminosa investigada". O relatório aponta que existe indícios de que Lulinha recebeu benefícios como passagens e hospedagens custeadas com recursos do esquema, além de valores identificados pela Polícia Federal. O relatório cita "viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes".

Segundo Alfredo Gaspar, a comissão não está "trazendo narrativa para governo A ou governo B". O deputado afirmou ao UOL que sua leitura é "baseada em dados". Segundo ele, o trabalho é desenvolvido "de forma técnica". "Exige-se responsabilidade e eu estou tendo essa responsabilidade", afirmou.


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