Política

Alfredo Gaspar pede prisão de Lulinha por ter deixado o país

Alfredo Gaspar, que se filiou ao PL, diz que medida evita risco à aplicação da lei
Divulgação
Ao lado de Flávio Bolsonaro, relator da CPMI do INSS se filia ao PL
Ao lado de Flávio Bolsonaro, relator da CPMI do INSS se filia ao PL

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O pedido consta no relatório final da comissão, que será votado ainda nesta sexta-feira, 27. O relator, viu "risco de fuga", segundo o documento, após o empresário sair do Brasil durante operação da Polícia Federal. O texto preparado por Alfredo Gaspar tem mais de 4 mil páginas e está sendo lido na CPMI para votação em seguida. A informação é do UOL.

O relator pede a prisão de Lulinha por risco à aplicação da lei. Ele solicita que a Advocacia do Senado represente à Justiça pela decretação da prisão preventiva, sob argumento de "indícios concretos de evasão" que comprometeriam a aplicação da lei penal.

Lulinha, que é empresário mora na Espanha desde 2025. Segundo o relatório, ele deixou o Brasil com destino à Espanha durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em abril do ano passado. 

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse ao UOL que "não há nenhum tipo de impedimento para que ele volte ao país onde hoje, atualmente, ele trabalha, educa e cria seus filhos". O empresário esteve no Brasil entre dezembro e janeiro deste ano, após portanto a ocasião citada pelo relator da CPMI. "Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão [de possível fuga]", afirmou o defensor.

Alfredo Gaspar, que deixou neste mês o União Brasil e se filiou ontem ao PL, a convite do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República e o principal oponente de Lula na disputa, afirma que Lulinha integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas no contexto das fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.

Para o relator, Lulinha tem ligação com o "Careca do INSS", o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, descrito como líder da organização criminosa, e afirma que o empresário "integrou a organização criminosa investigada". O relatório aponta que existe indícios de que Lulinha recebeu benefícios como passagens e hospedagens custeadas com recursos do esquema, além de valores identificados pela Polícia Federal. O relatório cita "viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes".

Segundo Alfredo Gaspar, a comissão não está "trazendo narrativa para governo A ou governo B". O deputado afirmou ao UOL que sua leitura é "baseada em dados". Segundo ele, o trabalho é desenvolvido "de forma técnica". "Exige-se responsabilidade e eu estou tendo essa responsabilidade", afirmou.


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