ÁUDIO
Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro mostra cobrança por filme sobre o pai
Mensagens revelam pedidos de apoio financeiro para produção biográfica
Um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mostra o parlamentar cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira, 13, em reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil.
De acordo com a reportagem, os recursos teriam sido transferidos para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente.
Um post compartilhado por Jornal Extra Alagoas (@extraalagoas)
Na gravação, enviada em 8 de setembro, Flávio afirma compreender que o banqueiro atravessava um “momento dificílimo”, mas pede uma posição sobre parcelas atrasadas relacionadas à produção do filme.
“Está num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso”, diz o senador na mensagem.
Segundo o Intercept, mensagens trocadas entre os dois indicam contatos frequentes sobre o financiamento do projeto. Em uma conversa registrada em quarta-feira, 22 de outubro, Flávio afirma que a equipe responsável pela produção estava “no limite” por causa da falta de recursos.
No mesmo dia, o senador convidou Vorcaro para um jantar com o ator Jim Caviezel, que interpretaria Jair Bolsonaro no filme. O banqueiro aceitou o convite e sugeriu que o encontro fosse realizado em sua residência. As conversas também incluiriam ligações telefônicas e mensagens com visualização única.
Em outra troca de mensagens, datada de 16 de novembro, Flávio afirma ao banqueiro: “Estou e sempre estarei contigo”.
No dia seguinte, 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão fez parte de uma investigação sobre uma rede suspeita de envolvimento em fraudes, corrupção de servidores públicos e uso de uma milícia privada para intimidar opositores.
Questionado por jornalistas ao deixar o Supremo Tribunal Federal, Flávio Bolsonaro disse apenas que se trata de “dinheiro privado”.



