SAÚDE

Cardiomiopatia hipertrófica: entenda causa da morte de fisiculturista

Doença cardíaca que Gabriel Ganley teve pode causar arritmias graves e morte súbita
Por Redação 25/05/2026 - 18:05
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Reprodução/Redes sociais
Gabriel Ganley morreu aos 22 anos após complicações cardíacas relacionadas à cardiomiopatia hipertrófica
Gabriel Ganley morreu aos 22 anos após complicações cardíacas relacionadas à cardiomiopatia hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica, doença citada no atestado de óbito do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode levar a arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita.

O caso ganhou repercussão após a morte do atleta em São Paulo. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a condição muitas vezes é silenciosa e pode se manifestar durante esforços físicos intensos, como treinos e competições.

De acordo com um especialista, a doença faz com que a parede do coração fique mais espessa, reduzindo o espaço interno do órgão e dificultando o bombeamento do sangue. O quadro também pode afetar os impulsos elétricos responsáveis pelos batimentos cardíacos.


A condição pode ser genética ou adquirida ao longo da vida. Ainda conforme especialistas, o uso de esteroides anabolizantes pode agravar o problema, já que essas substâncias aumentam a pressão arterial e sobrecarregam o coração.

Segundo especialistas, o crescimento anormal do músculo cardíaco pode gerar pequenas cicatrizes no coração, favorecendo o surgimento de arritmias fatais. Em muitos casos, a pessoa só descobre a doença após sintomas graves ou episódios de morte súbita.

Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, dor no peito, palpitações, tontura e desmaios. O diagnóstico costuma ser feito por exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética cardíaca.

Gabriel Ganley também havia relatado nas redes sociais o uso de insulina com fins estéticos e para ganho muscular. Especialistas afirmam que a substância não causa diretamente a cardiomiopatia hipertrófica, mas pode aumentar riscos cardiovasculares quando utilizada sem indicação médica e associada a outras drogas.

O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e pode incluir medicamentos, restrição de exercícios intensos e implantação de dispositivos para controle de arritmias.

A causa oficial da morte segue sob investigação. O atestado de óbito aponta cardiomiopatia hipertrófica associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.


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